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O imperador da Copas
| Gazeta Press |
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A imagem de Franz Beckenbauer jogando grande parte da semifinal
da Copa do México, em 1970, com o ombro fraturado e imobilizado,
por muitos anos foi o retrato da dedicação do craque pela
seleção e pelo esporte.
A partida é considerada a mais emocionante da história das
Copas. Disputada no Estádio Azteca em 17 de junho, diante
de mais de 80 mil pessoas, definiria o adversário da seleção
brasileira na final do Mundial.
Depois de sair na frente aos 7 minutos com o atacante Boninsegna,
a Itália permitiu o empate no final do jogo. Na prorrogação,
cinco gols e desclassificação da Alemanha. Pela segunda vez,
o Kaiser deixava escapar a taça.
A primeira foi em 1966, na Inglaterra, quando a seleção
local venceu por 4 a 2 numa final até hoje contestada. Beckenbauer,
então com 21 anos, marcou quatro gols e foi o vice-artilheiro
da Alemanha na competição. Só contra a Suíça, na estréia do
Mundial, foram dois gols. Os outros foram marcados contra
o Uruguai, nas quartas-de-final, e contra a União Soviética,
na semifinal.
Mas como um bom Imperador, Beckenbauer tinha a virtude da
paciência. Ele sabia que o mundo ainda viria a seus pés. E
o grande dia chegou, em 1974. Jogando em casa, a Alemanha
tinha a obrigação de vencer. No caminho, porém, estava uma
das maiores seleções de todos os tempos: a Holanda de Cruyff,
apelidada de Laranja Mecânica.
Junto com Berti Vogts, o Kaiser conseguiu parar um dos mais
rápidos ataques da história e ajudou a equipe a levantar o
seu segundo título mundial. A estréia de Beckenbauer na seleção
alemã aconteceu em 26 de setembro de 1965, contra a Suécia,
em Estocolmo. A despedida aconteceu 12 anos depois, numa partida
contra a França. No total, foram 103 partidas com o uniforme
da Alemanha (a maioria como capitão) e 14 gols.
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