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O símbolo da
nova Alemanha
| Gazeta Press |
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Em setembro de 1945, a Alemanha
vivia um momento de reconstrução. Muitas cidades estavam destruídas
pela guerra, o que abriu uma grande ferida na alma do povo
alemão, humilhado pela derrota.
O país queria apagar a
imagem trágica de morte e destruição. A Alemanha precisava
de um ídolo que representasse o novo país, reconstruído das
cinzas. E este ídolo nasceu sob o signo de Virgem, no dia
11 de setembro, na cidade de Munique.
Beckenbauer representou
como ninguém a geração alemã do pós-guerra. Determinado, competente,
elegante e lutador, transformou o Bayern de Munique, então
uma equipe com pouca tradição inclusive na Alemanha, numa
máquina de conquistar títulos. Foram quatro conquistas nacionais,
quatro Copas da Alemanha e três campeonatos europeus.
O reconhecimento pelo trabalho aconteceu em 1972, quando o
Kaiser recebeu a Bola de Ouro como o melhor jogador
da Europa. Dois anos depois, Beckenbauer foi campeão mundial
de clubes com o Bayern, na final contra o Cruzeiro.
Beckenbauer jogou no Bayern
até 1977, quando se transferiu para o Cosmos, de Nova York,
por US$ 2,5 milhões. Em quatro anos de EUA, o Kaiser faturou
três títulos nacionais. Afinal, um time com Beckenbauer, Pelé,
Carlos Alberto Torres e outras estrelas mundiais era praticamente
imbatível.
Em 1982, a saudade de casa
apertou e Beckenbauer voltou para a Alemanha. Contratado pelo
Hamburgo, jogou poucas partidas, pois passou a maior parte
do campeonato machucado. Mesmo assim ajudou a equipe faturar
o título.
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