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Um técnico de classe
| Gazeta Press |
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Beckenbauer enfrentou um grave problema ao assumir o comando
da seleção alemã, em 1º de agosto de 1984, substituindo Jupp
Derwall. Amante do futebol solto e técnico, convocou jogadores
que estavam na "lista negra" da Federação Alemã.
Como não tinha diploma de treinador, foi duramente criticado
pela imprensa. "Acredito que o diploma seja algo dispensável",
disse Beckenbauer.
O tempo provou que o Kaiser estava certo, mas antes ele
passou por maus momentos. Em 1985, por exemplo, quase perdeu
o cargo quando a Alemanha foi derrotada por três partidas
consecutivas: 3 a 0 para a Inglaterra, 2 a 0 para o México
e 1 a 0 para a União Soviética.
A classificação para o Mundial do México preservou a cabeça
de Beckenbauer. A pressão aumentou, mas o Kaiser manteve a
classe - e deu a resposta dentro do campo, levando a Alemanha
a duas finais consecutivas de Copa do Mundo.
É verdade que, em 1986, a seleção foi engolida pela Argentina
de Diego Maradona, mas quatro anos depois sagrou-se campeão
do mundo, numa revanche contra os argentinos. Numa campanha
invicta (mas sem qualquer atuação brilhante), a Alemanha garantiu
o tricampeonato de maneira inteligente e sóbria. Ou seja,
espelhou a cara do técnico.
Após a conquista do Mundial, Beckenbauer deixou a seleção,
dizendo estar cansado. Mas a carreira de técnico continuou.
O Kaiser dirigiu por algum tempo o Olympique de Marselha e
comandou o Bayern interinamente na final da Copa da Uefa de
1996, contra o Bordeaux. Para variar, conquistou o título.
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