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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . . . . . . . . . . . . . . . . . .  BELLINI
Foto: Acervo/Gazeta Press

Vida de aposentado

Após pendurar as chuteiras, Bellini valeu-se das economias que juntou durante a carreira. Desde o casamento com Giselda, quando ainda jogava, tomou a iniciativa de guardar dinheiro para oferecer conforto à família, mentalidade essa dificilmente seguida por outros jogadores.

Decidido a investir o dinheiro em algo, Bellini foi um dos precursores das escolinhas de futebol. Montou dezenas, em Itapira, sua cidade natal, e em São Paulo. Com isso, conseguiu sustentar um estilo de vida confortável, sem necessidade de pedir auxílio aos clubes por onde passou.

Sem conseguir se desvincular totalmente do futebol, Bellini continuou freqüentando o Pacaembu, próxima de sua casa. Trabalhou de comentarista de emissoras de rádios em algumas partidas, além de visitar, uma vez ou outra, programas esportivos de TV.

O envolvimento de Bellini com o futebol cresceu na década de 80. Começou na Copa de 1982, com o eterno Capitão sendo o porta-bandeira da seleção brasileira na Espanha. Na ocasião, o ex-zagueiro foi ovacionado pela torcida local.

Alguns anos depois, em 1985, Bellini integrou a comissão técnica da seleção brasileira, onde trabalhou como consultor e auxiliar a convite do então técnico Evaristo de Macedo. Como o trabalho não apresentou os resultados esperados, saiu após o retorno de Telê Santana ao comando verde-e-amarelo.

Bellini prosseguiu dando aulas nas escolinhas quando recebeu um convite do então prefeito de São Paulo, Reynaldo de Barros, para assumir a coordenadoria de um projeto social, chamado de "Projeto-Futebol". Nesta nova empreitada, o eterno Capitão promoveu alguns torneios amadores, porém nada de destaque.

Com o fim do projeto, acabou sendo remanejado. Ainda como funcionário público, assumiu o cargo dos sonhos de muitos torcedores, o de administrador do Pacaembu. Aliando o útil ao agradável, Bellini possuía uma salinha de trabalho no velho e charmoso Estádio Paulo Machado de Carvalho, onde trabalhava diariamente das 9h até às 18h.

Atualmente, Bellini continua faturando algum dinheiro com escolinhas, mas descobriu um novo filão: o de apresentar-se em eventos. Gabaritado pelo bicampeonato mundial, a agenda do eterno Capitão vive cheia. Com mais de 70 anos, decidiu não dar mais entrevistas, por achar que seu tempo no futebol passou e que atualmente o esporte é diferente da época em que jogava.

Homenagem - Mais do que qualquer medalha ou dedicação especial, Bellini foi merecidamente homenageado pela prefeitura do Rio de Janeiro, que construiu uma estátua do eterno Capitão em uma das entradas do Estádio Mário Filho, o Maracanã.

Feita em bronze e de tamanho real, a estátua de Bellini foi inaugurada em 1960, no chamado "Festival do Rio", uma atração da prefeitura para atrair mais turistas à Cidade Maravilhosa.

Na época, o artista plástico resolveu usar o Capitão -e não Pelé, como foi pedido- por considerá-lo um verdadeiro galã de cinema e fazer sucesso com o público feminino.

Publicação: 15/07/2005
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