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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . . . . . . . . . . . . . . . . . .  BELLINI
Foto: Acervo/Gazeta Press

Do Morumbi para Curitiba

A decisão de contratar Bellini, em 63, e formar a dupla de zaga com os dois capitães campeões mundiais partiu da cúpula são-paulina, em uma tentativa de aliviar o calvário pelo qual passava o Tricolor, em jejum devido à construção do Morumbi. Contratando um dos melhores zagueiros do futebol brasileiro, o São Paulo daria um ânimo maior a sua torcida, traumatizada pela sucessão de fracassos após o título de 1957.

A tentativa deu certo. No auge de seu vigor físico, com 32 anos, Bellini não decepcionou a cúpula que apostou alto em sua contratação. Considerado velho no Vasco da Gama, saiu como ídolo e agora caminhava a passos largos para repetir o feito em São Paulo, jogando diante da mais exigente torcida da Capital.

Ao lado do amigo Mauro Ramos, Bellini não decepcionou, fez boas apresentações, mas acabou prejudicado pelo fraco desempenho apresentado o Tricolor no período em que as atenções estavam voltadas para a construção do estádio próprio. Mesmo assim, conseguiu se manter na seleção brasileira por sua garra e liderança diante dos demais jogadores, apesar de freqüentar a reserva.

Prejudicado pelos insucessos do São Paulo diante de Santos, o bicho-papão, Palmeiras, o único rival a altura de Pelé e companhia, acabou arriscando tudo ao aceitar uma proposta do Atlético-PR, na época uma equipe desconhecida da maioria dos torcedores.

Após o fiasco do Mundial na Inglaterra, Bellini, com 38 anos, aceitou fazer o pé-de-meia em Curitiba, defender o Furacão. Junto com ele foi um outro veterano: o lateral-direito Djalma Santos, também bicampeão, abalado com o fracasso na última Copa e perdendo o fôlego no Palmeiras.

Juntos, os dois desembarcaram no Atlético e atuaram juntos por três anos, de 1968 a 1970, conquistando o Campeonato Paranaense no último ano como profissionais. Bellini, já com 40 anos, ainda exibia grande forma física, graças a fidelidade com as obrigações extra-campo. Já casado, o Capitão atuou no Furacão com a mesma responsabilidade de quando era iniciante, exibindo um futebol sério e passando segurança à equipe.

Com o título em 1970, decidiu pendurar as chuteiras, apesar dos pedidos para prosseguir atuando. Sem o mesmo vigor de antes, parou junto com Djalma Santos para não prejudicar o restante do elenco. Ao seu ver, um veterano complicaria a trajetória do Atlético-PR nos campeonatos futuros, principalmente o Brasileiro, que teria a sua primeira edição no ano seguinte, em 1971. O homem que erguera a taça pela primeira vez, sentiu o cansaço e decidiu baixar os braços, para a tristeza do mundo futebolístico.

Publicação: 15/07/2005
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