Fale conosco Receba o boletim  
  Abertura
  O início
  Cruz de Malta
  Do Morumbi para
  Curitiba
  Vida de aposentado
  Raio-X
  Galeria
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . . . . . . . . . . . . . . . . . .  BELLINI
Foto: Acervo/Gazeta Press

O início

Bellini ainda era um garoto quando começou a dar os primeiros nas ruas de terra de Itapira, no interior paulista, sua cidade natal. Fazia a bola com as meias e usava os sapatos como traves. Aos domingos, a diversão era se reunir na Praça Central para escutar os clássicos do Pacaembu, pelo rádio. Cresceu escutando nomes como Domingos da Guia e a idéia de virar zagueiro já ia formigando em sua cabeça.

Ao chegar na adolescência, Bellini era convidado para jogar competições amadoras da região, sem sonhar ainda com o profissionalismo. Sem contar com grande qualidade técnica nos pés, acabou virando zagueiro de vez. Para espanto de todos, Bellini demonstrava muita raça e, acima de tudo, categoria e lealdade no campo, contra os adversários.

A partir de 1949, já decidido a virar jogador de futebol, a vida de Bellini mudou. O futuro zagueiro da seleção brasileira espantava os torcedores da região com sua determinação e já era titular de todas as equipes que defendia na região. A notícia de um zagueiro estiloso logo circulou pelas cidades vizinhas e chamou a atenção de alguns olheiros de clubes menores.

Depois de observar o futebol de Bellini de perto, o olheiro Mauro Xavier da Silva não esperou a ansiedade para contar ao clube onde trabalhava, o modesto Sãojoanense, que contava em seus quadros com um tal de Mauro Ramos de Oliveira. Pegou o primeiro ônibus de Itapira para São João da Boa Vista e, já no começo da madrugada, bateu na porta do presidente Francisco de Bernardes. Aos berros, começou a informá-lo sobre o futebol de Bellini.

Ainda sonolento, o presidente pediu que retornasse no outro dia. Foi quando Mauro o informou que outros clubes já estavam assediando Bellini. Bernardes, fiel às informações de seu olheiro, autorizou o funcionário trazer o zagueiro. A abordagem em cima do futuro bicampeão mundial foi, no mínimo, estranha.

Após uma conversa, Mauro descobriu o motivo de tantas recusas de Bellini: o zagueiro não queria passar por testes. O olheiro concordou em fechar negócio sem que o zagueiro passasse por qualquer tipo de avaliação. Ao chegarem em São João, o presidente perguntou o porquê de tanta confiança ao seu "novo reforço", mas assim que Bellini deu os primeiros toques na bola, logo viu o motivo.

Bellini ficou por três anos no Sãojoanense, de 1949 a 1951, e mesmo atuando pela segunda divisão do futebol paulista, chamou a atenção dos grandes da capital. Nos jogos da modesta equipe, era normal a presença de olheiros e amigos de técnicos avaliando a categoria que aquele jovem zagueiro apresentava. Com algumas propostas na mão, Bellini apostou alto e preferiu aceitar o Vasco da Gama. Estava acertada a sua ida ao Rio de Janeiro.

Publicação: 15/07/2005
Gazeta Esportiva.Net © Todos os direitos reservados à Gazeta Esportiva.Net Voltar            Topo da página