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Casamento complicado e fim de carreira

Foto Gazeta Press
foto Gazeta Press

Biro Biro conheceu Luciana no Parque São Jorge. Como ela disse não conhecer futebol e não o reconheceu, apresentou-se como Tony. Logo tornaram-se amigos e depois namorados. Namoravam escondidos dentro do clube.

Depois de um tempo de namoro, resolveram tornar séria a relação. Tony contou sua verdadeira identidade. Mas Luciana também tinha um segredo. Era sobrinha do eterno presidente do Corinthians, Vicente Matheus.

O namoro fluiu bem, com a aprovação da família dela. Casaram-se em 1988. Matheus foi padrinho da cerimônia. Era o começo de sérios problemas na vida de Biro.

O elenco do Corinthians começou a suspeitar que o jogador tinha privilégios por ser parente de Matheus. O grupo estava rachado e ele passou a ser isolado dos outros jogadores. Diziam que ele só jogava por ser parente do dirigente e por correr o campo todo, mas que não tinha mais qualidade que os outros.

Biro, como sempre, estava envolvido em mais uma polêmica. Sua carreira no clube estava perto do fim, entretanto. Em 89, saiu do Corinthians e foi para a Portuguesa. Nunca mais conseguiu fixar-se em um time. Passou por Coritiba, Guarani, Botafogo-SP, São Bernardo, Remo, Paulista, Nacional-SP e Vera Cruz-SC. Parou de jogar em 2002.

Em 1998, iniciou uma nova atividade, mesmo ainda trabalhando como jogador. Começou a carreira de técnico no Mauaense. Trabalhou também no Barra das Garças-MT, no Tupi-SC, no São Carlense, na Francana e no Ranchariense-SP. Sonha em ser treinador de um time grande. O Corinthians, quem sabe. Seu grande ídolo como treinador é Telê Santana. Gosta também da maneira como Wanderley Luxemburgo arma seus times. Repudia, entretanto, seu comportamento fora de campo.

Sobre o fim da carreira nos gramados, Biro não considera exatamente o fim. "Sempre tive um físico privilegiado e sempre amei o futebol. Hoje ainda jogo pelos Masters do Corinthians, mas no profissional não dá mais. Eu acho...

Publicação: 30/05/2003
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