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A cara, o pulmão, a
alma e o coração do Corinthians
| Foto Gazeta Press |
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Biro Biro logo firmou-se como titular do time. Só
não conseguiu fixar sua função no campo.
Jogava onde era preciso jogar. Do meio-campo para frente atuou
em todas as posições. Até quarto-zagueiro
ele chegou a ser. Notabilizou-se por ser o pulmão do
time.
Em uma derrota do Corinthians, um membro da torcida comentou
a importância de Biro Biro para o time. "Ele sabe
o que é a raça corintiana. Pode até jogar
mal, mas corre e luta o tempo todo. Nesse a gente pode confiar".
Em 1979, Biro conquistou o primeiro título com a camisa
do Corinthians, o Campeonato Paulista. Era o começo
de um grande caso de amor.
No Campeonato Paulista de 1982, Biro jogou como ponta-esquerda
no time do Corinthians que conquistou o título. A final
foi contra o São Paulo e ele marcou dois na vitória
por 3 a 1. No ano seguinte, foi o ponta-direita do bicampeonato.
Disputou 11 Campeonatos Paulistas e chegou à sete finais.
Ganhou quatro títulos.
Um dos mais importantes foi o de 88, quando era capitão
do time. "Erguer uma taça pelo Corinthians é
uma emoção enorme. Nunca senti algo igual".
Em 1987, em uma derrota para o invicto Atlético Mineiro
de Telê Santana, a torcida ameaçou agredir os
jogadores do Corinthians. Vaiaram o time e os impediram a
saída dos atletas do campo. O único que foi
aplaudido de pé e teve seu nome ovacionado foi Biro
Biro. Na ocasião era comum ouvir os torcedores repetindo
que "nesse time só o Biro Biro corre". Os
jogadores do Corinthians foram obrigados a deixar o estádio
por uma saída especial e somente Biro Biro pôde
sair pelo portão principal.
Tornou-se capitão e líder do time. Pediu para
jogar somente como volante. Sempre que uma temporada acabava,
ameaçava deixar o clube e ir jogar no exterior. A torcida
pedia pela sua permanência e ele resolvia permanecer.
Foi o quinto jogador que mais vestiu a camisa do Corinthians.
Em 11 anos de clube disputou 592 partidas.
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