| Foto Gazeta Press |
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| Biro Biro e Eduardo Suplicy |
A política
Quando veio para o Corinthians, Biro Biro entrou na Justiça
para receber do Sport os 15% do valor de seu passe. Isso não
era uma atitude comum entre os jogadores da época e
já demonstrava o quanto aquele garoto de 19 anos era
diferente.
O interesse pela política sempre existiu. No começo
da década de 80, foi um dos maiores opositores da democracia
corintiana.
"Se a proposta deles fosse real seria ótimo,
mas a democracia corintiana nunca existiu. Na verdade existia,
só que para apenas dois ou três jogadores que
muitas vezes não representavam a vontade do elenco".
A luta por seus direitos sempre foi uma característica
fundamental. Ameaçava deixar o Corinthians ao final
de cada temporada se . Sempre brigava com a diretoria sobre
a renovação de contrato.
Em 82, pediu para ser negociado com um clube francês.
A diretoria aumentou seu salário, entretanto, e pediu
pela sua permanência.
No ano seguinte resolveu deixar o clube. Não concordava
com as atitudes do vice-presidente de futebol, Adílson
Monteiro Alves. Queria atingir a independência financeira
jogando em um time do exterior ou mesmo no Flamengo. A torcida
pediu e ele novamente acabou ficando.
Em 87, seu maior objetivo era ganhar os 15% de seu passe
que ele teria direito em caso de uma negociação.
Chegou a dizer que não jogaria mais pelo Corinthians,
mas novamente ele ficou.
Chegou 88, ano de eleições municipais, e Biro
Biro resolveu lançar-se como candidato a vereador.
Foi eleito com exatos 39198 votos.
Sua eleição causou uma grande crise no clube.
O técnico Fescina disse que ele não teria tempo
para as duas profissões. "Biro vai se dedicar
à política no tempo que sobrar do futebol".
Realmente foi impossível para Biro conciliar as duas
profissões. Não dava mais para dividir o tempo
entre os treinos e a câmara dos vereadores. O ano de
1989 foi o fim de Biro Biro no Corinthians.
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