| Foto Gazeta Press |
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Seleção, o grande
sonho
Biro Biro sempre alimentou um grande sonho. Queria ser jogador
da seleção brasileira. Jogou durante muito tempo
no Corinthians e sempre foi apontado como um dos principais
jogadores do elenco, mas a chance não aparecia.
Pensava que isso devia-se ao fato de ele não possuir
uma posição no campo. "Jogava em um lugar
a cada semana. Era o coringa do time, mas a seleção
não precisava de coringas".
Em cada um dos quatro Campeonatos Paulistas que venceu com
a camisa do Corinthians, Biro estava em uma posição
diferente. Em 79 era meia-direita, em 82 ponta-esquerda, em
83 ponta-direita e em 88 jogou como volante.
Biro resolveu então fixar-se como volante. Pediu para
jogar com a camisa cinco e não queria mais sair dali.
"Se eu não tiver condições de jogar
como volante, prefiro que um juvenil jogue e eu fique no banco
do que ser titular em outra posição".
Revelou-se como um volante de boa técnica e muita
raça. Nunca foi um craque, mas sempre foi o jogador
mais dedicado e o mais aplicado taticamente. Seu polêmico
comportamento fora do campo sempre dificultou sua ida à
seleção.
Biro nunca teve um chance com a camisa canarinha. "Foi
a única decepção da minha carreira. Todo
jogador sonha em vestir a camisa da seleção",
afirmou ele.
Em um amistoso de preparação para a Copa de
86, a torcida pediu, em uníssono, a sua convocação.
O técnico Telê Santana não ficou comovido
com o apelo e preferiu convocar Falcão e Alemão.
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