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No currículo, grandes
clubes do país
Com participação
em três Copas do Mundo (1986, 1990 e 1994) e um título
mundial no currículo, Branco tem a trajetória
muito ligada à seleção brasileira. Mas
também teve passagens importantes em grandes clubes
brasileiros, tanto antes como depois do tetracampeonato com
o Brasil.
Cláudio Ibrahim Vaz Leal, nascido na cidade gaúcha
de Bagé no dia 4 de abril de 1964, ganhou o apelido
Branco por ser o único garoto de cor branca a atuar
no time do bairro onde morava. Começou a carreira nos
juniores do Internacional, até se transferir para o
time profissional do Fluminense, em janeiro de 1982. Nas Laranjeiras,
ganhou projeção nacional, além de três
títulos cariocas (1983, 1984 e 1985) e um brasileiro
(1984).
| Foto: Acervo/Gazeta Press |
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Após o Mundial do México, em 1986, Branco arrumou
as malas e embarcou para o futebol europeu para defender o
modesto Brescia, da Itália, clube pelo qual atuou por
duas temporadas. Em 1988, foi contratado pelo Porto, de Portugal
e, menos de dois anos depois, voltou à Itália
para defender o Genoa, onde foi ídolo, no começo,
e amargou a reserva, em seu último ano pelo clube.
Em 1993, um ano antes da Copa dos Estados Unidos, Branco
retornou ao futebol brasileiro, já com 29 anos, para
defender o Grêmio. Após uma curta passagem pelo
Olímpico, o jogador retornou às Laranjeiras
para a disputa do Campeonato Carioca pelo Fluminense. Defendendo
o Tricolor carioca, chegou à Copa do Mundo.
Em agosto de 1994, com o tetra em mãos, o lateral
acertou a transferência para o Corinthians e viveu sua
primeira experiência no futebol paulista. No Parque
São Jorge, mesmo sob desconfiança de grande
parte da torcida, foi vice-campeão brasileiro de 1994,
perdendo a final para o rival Palmeiras.
Na temporada seguinte, Branco preferiu retornar ao futebol
do Rio de Janeiro, desta vez para defender o Flamengo, que
havia contratado Romário e Edmundo e prometia um ano
de vitórias no centenário. O lateral ficou um
semestre na Gávea, não conquistou nenhum título
e, no segundo semestre, seguiu rumo ao Beira-Rio para atuar
pelo Internacional. Em 1996, resolveu voltar à Europa
para jogar pelo Middlesbrough, da Inglaterra.
No time inglês, o brasileiro não se adaptou
e jogou apenas uma partida na temporada - foi dispensado pelo
técnico Brian Robson em outubro de 1996. Em 1997, um
dos capítulos finais da carreira: Branco voltou a São
Paulo, mas desta vez para o interior, para jogar pelo Mogi
Mirim, com 70% dos salários bancados pela Federação
Paulista de Futebol (FPF). Em 1998, ainda defendeu as cores
do Fluminense, seu ex-clube, na Série B do Campeonato
Brasileiro. Seu último clube foi o Metro Stars, dos
Estados Unidos.
Depois de pendurar as chuteiras, Branco abriu uma loja de
materiais de construção no bairro de Jacarepaguá,
no Rio, mas não agüentou ficar muito tempo longe
do futebol: em 2003, assumiu o cargo de coordenador das categorias
de base da seleção brasileira, por sugestão
de Carlos Alberto Parreira e Zagallo. Em 2004, esteve no Pré-Olímpico
do Chile, mas o Brasil, mesmo com talentos como Robinho e
Diego, não conseguiu a vaga para os Jogos de Atenas.
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