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Foto: Acervo/Gazeta Press

Corinthians, a maior frustração

A edição de 7 de agosto de 1974 de A Gazeta Esportiva estampava, em manchete: "Brito no Corinthians". A notícia evidenciava o clima de expectativa que cercava a chegada do tricampeão mundial ao Parque São Jorge: "O zagueiro campeão do mundo em 70 é a grande novidade do Corinthians. Ele é esperado esta manhã para acertar seu ingresso no clube, ganhando 11 mil cruzeiros mensais". A empreitada no futebol paulista certamente fora a maior da carreira do experiente zagueiro, então com 35 anos, sobretudo por conta do traumático jejum de títulos do Timão que já durava duas décadas. A responsabilidade teria de ser dividida com outro tricampeão mundial do elenco, Roberto Rivellino.

O Campeonato Paulista daquela temporada passou a ser encarado como verdadeira obsessão pelos corintianos. Mesmo com uma equipe que não era brilhante, a torcida criou uma expectativa grande em relação às possibilidades de título estadual - amplificadas, principalmente, depois que o Corinthians faturou o primeiro turno do Paulistão e garantiu vaga na decisão, contra o campeão do returno, que viria a ser o Palmeiras.

Em 22 de dezembro de 1974, Brito e uma legião de corintianos espalhados pelo Brasil tiveram uma das piores tardes de suas vidas. Mais de 120 mil pessoas assistiram, no Morumbi, à vitória palmeirense por 1 a 0, gol de Ronaldo, resultado que valeu o título estadual ao Verdão - após o empate por 1 a 1 na primeira partida - e, ao Corinthians, a tristeza por mais um ano de amarguras.

Brito sempre se refere à passagem pelo Timão como a maior frustração de sua carreira, ao mesmo tempo em que não esconde o carinho que sente pela torcida alvinegra. No início de 1975, a diretoria corintiana 'enxugou' o elenco vice-campeão paulista e uma série de jogadores, entre eles Brito, deixou o Parque - além dele, Rivellino, Vaguinho e Ivan, por exemplo, foram embora.

Em fim de carreira, com quase 40 anos, Brito teve uma breve passagem pelo Atlético/PR, em 1975, clube pelo qual também não conquistou títulos expressivos - o Coritiba faturou o hexacampeonato paranaense de 1971 a 76. O veterano zagueiro deixou os gramados brasileiros para atuar em seu último ano como profissional no Lecastor, do Canadá, em 1975.

Depois de pendurar as chuteiras, aproveitou para fazer vários cursos específicos para treinadores de futebol e se formou pela Federação Canadense. Como técnico, dirigiu, entre outros, o Bonsucesso/RJ, o Ceilândia/DF e o Sampaio Corrêa/MA. Seu maior momento na nova atividade se deu quando assumiu o Cruzeiro, em 1982.

Publicação: 01/07/2005
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