| Foto: Djalma Vassão/Gazeta
Press |
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Amarelinha, a segunda pele
Paulo Roberto Falcão divulgou a lista dos convocados
para o amistoso entre Brasil e Espanha e o nome que causou
mais espanto nos presentes foi o de Cafu.
O jogador foi chamado para atuar no meio-campo. A imprensa,
sobretudo a carioca, criticou duramente o treinador brasileiro.
Segundo ele, isso era perseguição. Bairrismo.
Cafu teve que correr muito para garantir seu espaço
na seleção dos críticos. Como meio-campista,
nunca passou de um jogador regular. Quando foi para a lateral
seu preparo físico e sua dedicação fizeram
com que sua produção crescesse.
Foi convocado para algumas partidas das Eliminatórias
para a Copa de 94. Tornou-se o primeiro nome de Parreira para
a reserva de Jorginho. Esteve no grupo que disputou a Copa
de 94 e entrou na final contra a Itália.
A Copa acabou e a carreira de Jorginho na seleção
também. Cafu passou a ser o titular. Muitas vezes,
seu potencial técnico foi criticado. Diziam que ele
não tinha habilidade suficiente para jogar na seleção.
Depois começavam a procurar alguém para substituí-lo
e nunca encontravam um lateral do mesmo nível.
Chegou à Copa de 98 com o moral elevado. Foi um dos
destaques do Brasil na estréia contra a Escócia,
quando marcou o gol da vitória. Jogou seis das sete
partidas da competição e foi eleito melhor lateral
do mundial. Nem a derrota para a França arranhou sua
imagem.
Depois de 98 ele permaneceu como único dono da camisa
2 canarinho. Wanderley Luxemburgo, profundo admirador de seu
futebol, assumiu o comando do selecionado e deu ao lateral
a braçadeira de capitão.
Só perdeu o posto em 99, quando operou menisco do joelho
direito. Voltou a usa-la assim que se recuperou.
Em 2000 o Brasil passava por um momento conturbado nas Eliminatórias.
Os jogadores estavam reunidos para dois jogos em um curto
espaço de tempo. Na primeira partida, perderam por
2 a 1 para o Paraguai e Cafu foi expulso. O capitão
deixou o hotel e não ficou com o grupo até a
partida contra a Argentina.
Luxemburgo não gostou da atitude e Cafu foi destituído
do cargo de capitão. Só não perdeu a
vaga de titular.
O Brasil trocou de treinador, saiu Luxemburgo e entrou Leão.
Sem resultados expressivos, o ex-goleiro também saiu
e Felipão assumiu.
Desde o começo do projeto, o volante Emerson era o
capitão de Scolari. E Cafu seu lateral-direito.
Um dia antes de começar a Copa, Emerson sofreu uma
contusão no ombro em um treinamento e foi cortado do
grupo que disputaria o mundial. Cafu recebeu a missão
de ser dentro de campo o homem de confiança do treinador.
E cumpriu bem seu papel. Conduziu o Brasil ao pentacampeonato
com muito fôlego e muita velocidade. Marcou, atacou,
foi aguerrido. Colocou seu nome na história ao repetir
o gesto de apenas quatro brasileiros e levantar a taça.
Cafu é o jogador que mais partidas disputou pela seleção
brasileira. Foram 123 jogos em mais de dez anos, sendo 16
em mundiais. Nesses, marcou cinco gols.
Além disso, é o único homem em todos
os tempos a disputar três finais de Copa do Mundo de
forma consecutiva. Foi campeão em 94 e 2002 e vice
em 98.
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