|
Herói inesgotável
| Foto: Djalma Vassão/Gazeta
Press |
 |
Por Guilherme Costa, especial
para a GE Net
Um herói é alguém que consegue combinar
predestinação e obstinação em
grandes doses. Marcos Evangelista de Moraes é herói
para seu povo. Como todo grande nome das histórias
em quadrinhos ou da televisão, possui um codinome.
No campo de batalha ele é Cafu.
Por doze vezes Cafu ouviu que não havia qualquer possibilidade
de vir a ser um jogador profissional de futebol. Mas esse
era seu sonho e ele seguiu tentando. Só de ter chegado
ao time principal do São Paulo, já poderia ser
considerado um herói. Mas ele queria mais.
Integrou um dos melhores times que o São Paulo já
teve, ao lado de craques como Raí, Leonardo e Muller.
Ganhou títulos e projeção internacional.
Trabalhou com Telê Santana, que o transformou em lateral.
Nessa posição, logo se tornou fundamental para
a seleção brasileira. Na Copa de 94, foi reserva
de Jorginho. Depois do final da competição,
assumiu a camisa 2 canarinho e não mais a largou.
Foi jogar na Espanha, voltou para o Brasil, foi lateral no
time do Palmeiras que encantou a todos com espetáculos
e mais de 100 gols em um Campeonato Paulista.
Mudou-se para a Roma e mesmo em solo italiano manteve sua
regularidade. Participou do elenco que deu o terceiro título
nacional ao time, depois de um jejum de 18 anos sem conquistas.
Foi titular do Brasil em mais duas Copas. Tornou-se o primeiro
homem a participar de três finais consecutivas de mundiais.
Cafu esteve sempre nos lugares certos, nos times certos.
Ergueu a taça em 2002 e eternizou sua imagem na galeria
do esporte mundial. Mostrou a todos seu grande amor ao dizer,
com a taça na mão, "Regina, eu te amo".
Definitivamente, Cafu é um herói. Um homem que
saiu do Jardim Irene e ganhou o mundo com seu jeito simples
e com sua imensa dedicação. E como todo grande
herói é romântico. No momento apoteótico
de sua carreira, fez um gesto que também eternizou
a mocinha da história.
|