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Mais do que esporte, paixão
Se há algo que pode ser tirado de Marcos como uma
lição de vida, é a sua perseverança.
Nunca deixou de acreditar e batalhar pela realização
de seus sonhos.
O maior deles era ser um jogador profissional de futebol.
Muitas vezes ouviu que não teria futuro nos campos.
Outras não teve nem ao menos chance de treinar, foi
dispensado antes. Sempre acontecia algo que impedia o garoto
de conseguir jogar em algum clube.
Foi dispensado quatro vezes nas peneiras do São Paulo.
Além disso, também foi reprovado no Corinthians,
no Palmeiras, no Santos, na Portuguesa, no Nacional e no Atlético
Mineiro, só para citar os principais.
O maior incentivo que recebia era da namorada Regina. Era
ela quem o consolava após cada derrota e o motivava
a continuar lutando.
Marcos tentou de tudo para ser um jogador de futebol. Em meados
da década de 80, ingressou na Escolinha de Futebol
do ex-jogador Pedro Rocha. O craque uruguaio gostou de seu
jogo e o indicou para o Nacional. Desta vez Marcos foi aceito,
mas durou pouco tempo na Rua Comendador Souza. Uma oportunidade
apareceu e o garoto foi defender a Portuguesa. Também
não teve grande sucesso na Lusa e acabou indo jogar
no Itaquaquecetuba.
No clube do interior, Marcos começou a mostrar que
poderia ter um bom futuro no futebol. A coisa mais importante
para sua carreira, contudo, foi a adoção de
um apelido. Por abusar das jogadas de velocidade pela ponta,
Marcos foi comparado ao ex-jogador do Fluminense e do Atlético
Mineiro Cafuringa e o nome pegou. De Cafuringa, logo virou
apenas Cafu.
Em 1988 os olheiros das categorias de base do São Paulo
viram algumas de suas atuações e o garoto foi
treinar no Morumbi.
Logo que chegou, foi integrado ao grupo que disputaria a Copa
São Paulo. Cafu provou ter estrela e o time conquistou
o título.
Seu sonho estava próximo da concretização.
O profissionalismo era o próximo degrau a galgar e
a oportunidade aconteceu antes mesmo do esperado.
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