| Foto Gazeta Press |
 |
O fã do Carequinha
Por Bruno Chazan, especial para a GE.net
Talvez você nunca tenha ouvido falar em Antônio
Oliveira Filho. Mas o seu apelido e sua reputação
no futebol, o mundo inteiro conhece. Careca foi um dos maiores
centroavantes brasileiros de todos os tempos.
Nascido na cidade paulista de Araraquara, o pequeno Antônio
só recebeu a alcunha que o distinguiria dos demais
jogadores por causa da adoração pelo palhaço
Carequinha, ídolo das crianças nas décadas
de 60 e 70.
Para a sorte do futebol, a bola encantou-o mais do que o
circo, e lá foi o aspirante a craque participar da
peneira do Guarani. Aprovado, passou a integrar o quadro dos
juvenis do clube. Seus gols nas categorias de base chamaram
a atenção do técnico do profissional,
Carlos Alberto Silva, que buscava uma solução
para o ataque bugrino nas vésperas da estréia
do Campeonato Brasileiro de 1978.
Um meteoro surge no Brinco - Sem centroavante para
a estréia no Brasileiro de 1978, o técnico Carlos
Alberto Silva decidiu apostar no goleador dos juvenis. Entregou
a camisa 9 a um garoto de 17 anos chamado Careca. O Guarani
perdeu para o Vasco por 3 a 1, mas naquela tarde o futebol
brasileiro descobriu um talento incomum.
Efetivado como titular, Careca brilhou naquele campeonato.
Formando o ataque com Renato e Bozó, levou o Bugre
às finais contra o Palmeiras. E não parou por
aí: fez o gol solitário na segunda partida,
o gol que deu pela primeira vez um título nacional
a uma equipe interiorana.
Nos anos seguintes, o centroavante continuou a balançar
as redes adversárias. Foi vice-artilheiro do Brasileiro
de 82, com 18 gols. Contabilizou 109 tentos em quatro anos
com a camisa alviverde. E faria mais, se os cruzeiros do São
Paulo não o levassem para o Morumbi.
|