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Competência e azar num
só goleiro
Por Alexandre Sinato, especial
para a GE.net
Nascido na cidade paulista de
Vinhedo, o ex-goleiro Carlos Roberto Gallo começou
sua carreira na Ponte Preta, em 1974. Pela equipe de Campinas
foi vice-campeão paulista em três oportunidades:
1977, 1979 e 1981. Participou da famosa decisão do
título estadual diante do Corinthians, em 1977, quando
o gol de Basílio acabou com um jejum de 22 anos do
time do Parque São Jorge.
Apesar da derrota, Carlos guardou aquele dia para sempre
em sua memória. "Nunca vou me esquecer da final
de 1977. A decisão paulista marcou a minha vida, porque
foi a partir daí que eu fiquei conhecido no meio do
futebol. Meu nome foi projetado para todo o Brasil",
lembra o jogador.
Em 1984, Carlos foi contratado pelo próprio Corinthians,
clube pelo qual foi novamente vice-campeão estadual,
em 84, e conquistou seu único título como profissional:
o Paulista de 1988.
No entanto, entorses no joelho e no tornozelo esquerdos impediram
o goleiro de disputar as partidas decisivas, dando lugar ao
jovem Ronaldo. "Esse título foi demais. Mesmo
tendo ficado de fora da final, por contusão, não
dá para descrever o que eu senti. Foi uma conquista
com muita luta, garra, raça e persistência",
comenta Carlos, destacando o apoio dado pela torcida corintiana
na oportunidade.
"A fiel torcida também ajudou, como sempre faz.
Empurra os jogadores, transmite uma energia muito forte, e
a gente sente a presença deles quando está em
campo. Foi impressionante!", recorda.
No mesmo ano, Carlos acertou sua transferência para
o Malatyaspor, da Turquia, onde permaneceu até 1990.
Seu retorno ao Brasil aconteceu através do Atlético
Mineiro, clube que defendeu até 1991, quando foi para
o Guarani.
Aos 36 anos, as críticas quanto a sua elevada idade
não foram obstáculo para que ele aceitasse um
grande desafio: ajudar o Palmeiras a acabar com os 16 anos
sem faturar nenhum campeonato.
"Eu treino no mesmo ritmo que um garoto de 21 anos.
Tanto assim, que vim para um grande clube do futebol brasileiro",
afirmou Carlos na época, respondendo àqueles
que duvidavam de sua forma física.
Saiu da equipe do Parque Antártica no mesmo ano e
acertou sua ida para a Portuguesa de Desportos, clube onde
encerrou sua carreira de goleiro em 1993, com 37 anos, vinte
deles dedicados ao futebol profissional.
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