| Foto: Gazeta Press |
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Seleção brasileira
Nas categorias de base, Carlos conquistou o mundial juvenil
de Cannes, em 1974, o Pan-americano (1975) e o torneio Pré-olímpico
em 1976, em Recife. Com a camisa principal da seleção
canarinho, Carlos disputou três Copas do Mundo. Em 1978,
na Argentina, foi como terceiro goleiro graças ao técnico
Cláudio Coutinho, disposto a preparar um jovem jogador
para o Mundial seguinte.
Após ficar na reserva direta de Valdir Peres na Espanha,
em 1982, na Copa seguinte, no México, chegou a vez
de Carlos defender o gol brasileiro, o que marcaria para sempre
sua vida de forma especial.
Titular absoluto da posição, o camisa número
1 não havia sofrido nenhum gol nas quatro partidas
iniciais. Nas quartas-de-final, entretanto, aconteceu um fato
inusitado e dramático ao mesmo tempo.
Brasil e França empataram por 1 a 1 no tempo regulamentar
e a decisão da vaga foi para os pênaltis. Na
última cobrança dos europeus, Bellone chutou
no canto esquerdo de Carlos. A bola explodiu na trave e voltou
nas costas do goleiro que, caído, nada pôde fazer
para evitar a eliminação do time comandado por
Telê Santana. A bola atravessou a linha lentamente em
direção às redes, decretando o fim da
campanha brasileira em território mexicano.
"Este jogo foi, sem dúvida, o mais importante
que eu disputei com a camisa da seleção brasileira.
Apesar da derrota para os franceses, só me lembro dos
aspectos positivos daquela Copa", recorda Carlos, que
a partir de então seria perseguido pela fama de pé-frio.
"Todo jogador sonha em disputar um Mundial. Eu me considero
um privilegiado, porque participei de três. Sem dúvida,
é o auge que todo atleta quer atingir", comemora.
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