| Foto: Gazeta Press |
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Memórias de um Maluco
por futebol
Por Daniel Fernandes
O futebol como o conhecemos não
permite mais a presença de sujeitos como César
Maluco. Jogasse atualmente, sob as regras do chatíssimo
profissionalismo, um dos maiores atacantes da história
do Palmeiras teria abandonado o esporte e nunca disputado
uma Copa do Mundo com a camisa da seleção brasileira,
como ocorreu em 1974.
Polêmico como Serginho Chulapa, Casagrande, Sócrates
e tantos outros, César Maluco pertencia ao grupo de
jogadores que sentia imenso prazer com o romantismo que caracterizava
o futebol entre as décadas de 60 e 70. No íntimo,
o jogador que certa vez roubou a bola e interrompeu um clássico
no Morumbi, não consegue entender porque não
existem mais atletas capazes de promover uma partida com frase
polêmicas, mas incapazes de ofender alguém ou
gerar brigas entre torcedores. César Maluco era mestre
em irritar adversários. Mas também fazia gols
como poucos no Brasil.
Hoje, tudo mudou. E até César Maluco não
quer mais saber do apelido que era sua marca registrada nos
tempos em que vestia a camisa 9 do Palestra Itália,
como os mais velhos chamam o time alviverde. Hoje, César
acredita que ser chamado de Maluco prejudicou a sua carreira,
que começou no Flamengo em 1962 e terminou quinze anos
depois pelo Fluminense.
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