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O Monstro do Parque Antártica
| Gazeta Press |
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Por Rodrigo Barneschi
César Sampaio recebe a bola no meio e passa ao campo de ataque,
avançando por entre os espaços abertos na defesa tricolor.
Com passadas largas, ele conduz a bola com classe, como se
ela estivesse grudada no seu pé direito. A defesa tricolor
fica estática diante de sua habilidade.
Ele passa por Luís Carlos Goiano e por mais dois zagueiros
adversários. A torcida alviverde se levanta. Sampaio carrega
a bola e Zetti sai do gol. O corte é seco, para a direita.
O gol fica livre, escancarado. Com o pé direito, ele rola
a bola, mansa e macia, para o fundo do gol do São Paulo. Um
golaço!
O gol mais bonito da carreira de César Sampaio foi também
o gol que garantiu a classificação do Palmeiras para a final
do Campeonato Brasileiro de 1993. Na comemoração desse gol
tão emblemático, Sampaio deixou bem clara uma de suas marcas
registradas: a religiosidade fervorosa.
"Foi um presente de Deus. O Senhor honrou nossa fé e trabalho",
disse, emocionado. Era a consagração de uma carreira que começou
em 1986, no Santos.
Nascido em São Paulo, Carlos César Sampaio foi descoberto
por um olheiro do Peixe quando jogava futebol de salão. Na
Vila Belmiro, ele começou jogando como lateral-direito, mas
logo passou para o meio-de-campo. Em menos de dois anos, já
era um dos volantes titulares do Peixe e passou a ser cobiçado
pelos clubes da capital.
A chegada à Seleção Brasileira também foi rápida. Em 1990,
ele foi convocado por Paulo Roberto Falcão e iniciou uma trajetória
de sucesso com a camisa amarelinha: César Sampaio foi
um dos principais destaques da campanha do vice-campeonato
mundial de 1998, na França, quando chegou até
a ir às redes com a camisa canarinho.
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