| Foto: Acervo/Gazeta Press |
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Ninguém fez a Fiel
delirar mais vezes
Por Denis Eduardo
Serio, especial para GE.Net
Se o gol realmente é o momento mais relevante do futebol,
ninguém foi tão importante para o Corinthians
quanto Cláudio Christóvam de Pinho. Maior artilheiro
da história do Timão, o atacante fez a Fiel
delirar 306 vezes. Ele está, portanto, muito à
frente de seu maior concorrente, Baltazar, o Cabecinha de
Ouro, que tem 267.
Os números apresentados no parágrafo acima
são a maior representação dos 12 anos
em que Cláudio vestiu a camisa alvinegra. A parceria
com Baltazar e Luizinho e os títulos do começo
da década de 50 também refletem por que o craque
tem um busto em sua homenagem no Parque São Jorge.
Mais não foi apenas o desempenho brilhante no Corinthians
que trouxe reconhecimento ao atacante. Muito tempo antes de
o mercantilismo mandar no mercado do futebol, o jogador alcançou
um feito que só foi repetido 30 anos depois: jogou
pelos quatro grandes de São Paulo.
Tão paradoxal quanto imaginar isso na década
de 50 é perceber que um dos maiores jogadores do Brasil
na época não participou de nenhuma Copa do Mundo
e que foi preterido para dar lugar a um zagueiro.
Nascido em 18 de julho de 1922, em Santos, Cláudio
é a marca que o tempo registrou de uma época
dourada para o Corinthians, quando, em quatro anos, o clube
conquistou seis títulos. Tudo isso aconteceu exatamente
antes do famoso jejum de 23 anos sem canecos. Não há
como esconder que Cláudio e seus companheiros foram
marcantes na trajetória do Timão. Entretanto,
o jogador fez história de muitas outras maneiras diferentes.
Um exemplo disso é encontrado em sua passagem pelo
Parque Antártica. Ele foi o autor do primeiro gol do
Palmeiras, logo após a mudança de nome que extinguiu
o antigo Palestra Itália. Além disso, ele se
tornou técnico e, depois de experimentar o comando
de uma equipe, voltou a jogar profissionalmente.
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