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A carreira e as passagens
pelos outros grandes
| Foto: Acervo/Gazeta Press |
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Morador de Santos e torcedor do Peixe, Cláudio Christóvam
de Pinho (é mais chamado de Cláudio Cristóvão
Pinho) iniciou sua carreira na Vila Belmiro. Em 1940, com
17 anos, fez seu primeiro jogo como amador. "Estreei
contra o antigo SPR", lembrava mesmo 50 anos depois.
Nesse jogo, a goleada por 5 a 1 garantiu ao recém-formado
atleta um "bicho" de cem mil réis. As portas
da Vila se abriram para ele após uma indicação
de uma massagista. No ano seguinte, o atleta foi profissionalizado.
Em 1942, o zagueiro Agostinho o indicou e o Timão
tentou contratá-lo, mas quem levou o futebol do atacante
foi o Palestra Itália. Mas a chegada à Capital
foi tumultuada. "Eu tinha medo de São Paulo, estava
ligado à minha família", dizia. Ele só
aceitou a proposta porque o salário era muito bom.
A passagem pelo Alviverde durou apenas um ano e não
foi satisfatória. "Eu me sentia mal em uma cidade
como São Paulo, mesmo ganhando um bom dinheiro. Eu
era introvertido, me sentia sozinho".
Voltou para o Santos. Porém, a sua carreira só
iria engrenar de vez no Corinthians. Passou 12 anos no Parque
São Jorge e se transferiu para o São Paulo.
Segundo o jogador, problemas com Vicente Matheus e Vadih Helou,
ex-presidente do Timão, foram a principal causa para
ele aceitar a proposta do arqui-rival.
"Fiquei indeciso. Eu não admitia ter de jogar
contra o Corinthians, enfrentando a minha torcida. Mas depois
bateu aquela raiva pelo Matheus e pelo Vadih, que se dizia
meu amigo, e aceitei o convite. Joguei duas vezes contra o
Timão, ou melhor, contra o Matheus e o Vadih",
contava.
Na segunda dessas duas partidas diante do Alvinegro, Cláudio
marcou o primeiro gol da goleada por 4 a 1. Após o
término do contrato com o Tricolor, em 1960, o centroavante
encerrou sua carreira, apesar de o clube ter mostrado interesse
em renovar com o já experiente atleta de 38 anos.
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