| Foto: Acervo/Gazeta Press |
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Não apenas 306 histórias
para contar
O número de gols foi 306, mas, no Timão, as
histórias que tiveram a participação
de Cláudio foram muito mais numerosas. Isso porque
cada jogo do craque com os companheiros de ataque Baltazar
e Luizinho, o Pequeno Polegar, deixava algo mais para ser
contado.
Pinho disputou 554 jogos com a camisa alvinegra, o primeiro
deles em 1945, contra o Palmeiras, quando marcou seu primeiro
gol pelo time. Um belo começo para ganhar o apoio da
Fiel.
Ponta-direita pequeno e rápido, Cláudio tinha
uma jogada característica com Baltazar. Muitos gols
do Cabecinha de Ouro saíram de cruzamentos perfeitos
do companheiro. E a torcida corintiana se acostumou a ver
isso muitas vezes nos 12 anos em que os dois jogaram juntos.
Coincidentemente, ambos chegaram e saíram do elenco
profissional no mesmo ano (1945-1957).
Aquele time, que era composto por uma ataque sensacional,
deu ao Timão os títulos do Paulistão
de 1951, 1952 e 1954 (ano do quarto centenário de São
Paulo), além dos Rio-São Paulo de 1950, 1953
e 1954.
A prova de quão bom era o setor ofensivo do Corinthians
na época está bem expressa pelo desempenho do
time no Campeonato Paulista de 1951, quando o clube marcou
103 gols. Para se fazer uma comparação mais
fresca na mente de todos, no Estadual de 1996, o Palmeiras,
que foi brilhante, marcou um gol a menos.
Como seus colegas de ataque, Cláudio também
ganhou um apelido. Ele foi capitão do Corinthians por
dez anos e a liderança passada em campo lhe rendeu
a alcunha de "Gerente". Sua última partida
pelo Timão foi na última rodada do Paulistão
de 1957, em 29 de dezembro.
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