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Publicação: 31/08/2007
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CLÁUDIO ADÃO

Cláudio Adão, o verdadeiro “cigano” da bola

Foto: Acervo/Gazeta Press

Por Paulo Amaral

No jargão futebolístico, cigano, ou andarilho, é o apelido dado a um jogador que troca constantemente de clube e não se prende emocionalmente a nenhuma agremiação, vestindo dezenas de camisas durante sua carreira. Esse foi o caso de Cláudio Adalberto Adão, ou simplesmente Cláudio Adão, um dos maiores artilheiros da história do futebol brasileiro, que defendeu nada mais nada menos do que 26 equipes, superando o folclórico Dada Maravilha, que defendeu 17 times em sua vitoriosa carreira.

Carioca de Volta Redonda, Adão deu seus primeiros passos no Santos Futebol Clube, e por lá ficou de 1972 a 1976, de onde saiu para o Flamengo. Passou ainda por Portuguesa Santista, Fluminense, Botafogo, Vasco, Bangu, Cruzeiro, Bahia, Corinthians, Ceará, Portuguesa, Benfica, Sport Boys (Peru), Alianza (Peru), Pesquero Chimbote (Peru), Al-Ain (Arábia Saudita), CSA, Volta Redonda, Rio Branco (AC), Itumbiara, Campo Grande, Santa Cruz, Sipesa (Peru), Áustria Viena e Desportiva (ES), onde pendurou as chuteiras em 1995.

Fã incondicional de Pelé, seu grande ídolo, o artilheiro andarilho garante ter aprendido muito com o Rei do Futebol, e usa como prova os 591 gols marcados em 23 anos de carreira. Segundo Adão, Pelé foi perfeito, e o ensinou a cobrar penalidades máximas (uma de suas especialidades) e a fugir de faltas violentas e da caça dos zagueiros adversários.

Depois de encerrar a carreira, em 1992, Cláudio Adão chegou a tentar a sorte como treinador, inclusive realizando um longo estágio no Flamengo. Entretanto, desistiu da empreitada alegando ter dificuldades para trabalhar por ser negro e sofrer com ofensas raciais.

Cláudio Adão agora torce para que seu filho, Felipe, tenha um desempenho tão brilhante quanto o seu vestindo a camisa do Botafogo carioca, um de seus amores na longa e gloriosa carreira dentro das quatro linhas.


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