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Cláudio Adão,
o verdadeiro “cigano” da bola
| Foto: Acervo/Gazeta Press |
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Por Paulo Amaral
No jargão futebolístico, cigano, ou andarilho,
é o apelido dado a um jogador que troca constantemente
de clube e não se prende emocionalmente a nenhuma agremiação,
vestindo dezenas de camisas durante sua carreira. Esse foi
o caso de Cláudio Adalberto Adão, ou simplesmente
Cláudio Adão, um dos maiores artilheiros da
história do futebol brasileiro, que defendeu nada mais
nada menos do que 26 equipes, superando o folclórico
Dada Maravilha, que defendeu 17 times em sua vitoriosa carreira.
Carioca de Volta Redonda, Adão deu seus primeiros
passos no Santos Futebol Clube, e por lá ficou de 1972
a 1976, de onde saiu para o Flamengo. Passou ainda por Portuguesa
Santista, Fluminense, Botafogo, Vasco, Bangu, Cruzeiro, Bahia,
Corinthians, Ceará, Portuguesa, Benfica, Sport Boys
(Peru), Alianza (Peru), Pesquero Chimbote (Peru), Al-Ain (Arábia
Saudita), CSA, Volta Redonda, Rio Branco (AC), Itumbiara,
Campo Grande, Santa Cruz, Sipesa (Peru), Áustria Viena
e Desportiva (ES), onde pendurou as chuteiras em 1995.
Fã incondicional de Pelé, seu grande ídolo,
o artilheiro andarilho garante ter aprendido muito com o Rei
do Futebol, e usa como prova os 591 gols marcados em 23 anos
de carreira. Segundo Adão, Pelé foi perfeito,
e o ensinou a cobrar penalidades máximas (uma de suas
especialidades) e a fugir de faltas violentas e da caça
dos zagueiros adversários.
Depois de encerrar a carreira, em 1992, Cláudio Adão
chegou a tentar a sorte como treinador, inclusive realizando
um longo estágio no Flamengo. Entretanto, desistiu
da empreitada alegando ter dificuldades para trabalhar por
ser negro e sofrer com ofensas raciais.
Cláudio Adão agora torce para que seu filho,
Felipe, tenha um desempenho tão brilhante quanto o
seu vestindo a camisa do Botafogo carioca, um de seus amores
na longa e gloriosa carreira dentro das quatro linhas.
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