| Foto: Gazeta Press |
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Clodoaldo: campeão
mundial no Santos e na seleção canarinho
O começo de vida não foi nada fácil
para o sergipano Clodoaldo Tavares Santana que perdeu os pais
muito cedo. Aos seis anos foi morar com o irmão Antônio
em Praia Grande, em São Paulo, e aos 11 anos já
trabalhava com registro assinado em carteira para se sustentar.
De carregador de paralelepípedo, cortador de grama,
ajudante na feira, ensacador e dezenas de outros "bicos",
o coroinha Clodoaldo soube aproveitar as lições
da vida para vencer naquilo que sempre sonhou ser um dia:
jogador de futebol.
Tirou de letra os percalços, as propostas nocivas de
debandada para o lado obscuro do cotidiano que se oferecem
aos meninos pobres. Com maestria trilhou seu caminho dentro
e fora de campo. Virou ídolo, manteve a humildade,
não esconde as lágrimas ao recordar o passado.
Dos tempos que dividia um quarto com cinco amigos, do pão
com molho de carne assada, da lábia fácil dos
espertalhões, do começou no Santos Futebol Clube,
quando em dia de céu estrelado dormia na arquibancada
para fugir do calor infernal do alojamento da Vila Belmiro.
Aos 52 anos, Clodoaldo é corretor imobiliário,
ataca na área de comentarista esportivo, consultor
e guru de inexperientes dirigentes. Mantém a humildade
e a vida comedida ao lado da esposa Cleri, das filhas Claudine
e Simone, contando estórias e histórias ao netinho
Vitor, de seis anos.
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Publicação:19/08/2002
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