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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CLODOALDO
Foto GP
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Os primeiros passos

"Tenho uma história bonita de vida", afirma Clodoaldo, passando o dorso das mãos nos olhos lacrimejantes. "Minha vida mudou muito depois que os meus pais morreram. Deixei Aracaju para morar com o meu irmão Antônio na Praia Grande. Cuidávamos de colônias de férias, carpíamos o mato virgem, preparando o terreno para a construção civil", conta.

"Depois fui morar com minha irmã no morro do São Bento, em Santos. Trabalhei como ajudante na feira, carreguei paralelepípedo para a Prefeitura, que estava calçando as ruas do morro. Não posso deixar de citar que durante sete anos fui coroinha na Igreja do Valongo (igreja secular pertencente a Ordem dos Franciscanos, que virou santuário e foi tombada pelo Patrimônio Histórico de São Paulo, localizado no centro velho de Santos)".

"Com os trocados que ganhava carregando paralelepípedo ia até o bar que tinha na Rua São Leopoldo, muito conhecido pela carne assada que servia aos fregueses. Como o dinheiro não dava para comprar o sanduíche, pedia para o dono cobrar apenas o pão e passá-lo no molho da carne. Quando sobrava uns fiapos da carne na travessa, pedia para ele colocá-los dentro do pão.

Futebol

"Comecei jogando bola no SETA (Sociedade Esportiva Terra dos Andradas). Depois joguei no Grêmio do Apito (junto com o ex-árbitro Romualdo Arpi Filho) e no Barreiros (com o amigo Negreiros, que também foi para o Santos).

Como tinha que trabalhar para me sustentar, aos 11 anos arrumei um emprego na Companhia Produtora de Armazéns Gerais. Tinha carteira assinada. Aluguei um quarto com amigos e ia tocando a vida ".

Foi nessa época que apareceu o "velho" Ernesto Marques na trajetória de Clodoaldo. "Ele me levou para treinar nas categorias de base do Santos (junto com Nuno Leal Maia, que trocou a carreira de jogador pela de ator). Como eu faltava muito para poder treinar, acabei perdendo o emprego. Recebi a indenização, mas apareceu um esperto e pegou o meu dinheiro dizendo que iria aplicá-lo. Confiei e fiquei na pior. Foi aí que o Ernesto me levou para morar na Vila Belmiro".

Com lugar para morar, Clodoaldo passou a se dedicar apenas ao futebol. Durante dois anos morou no clube, inclusive já ostentando o título de campeão paulista de 67.

"Lembro que na época de verão eu pegava o meu colchão e ia dormir na arquibancada. Não dava para agüentar o calor do alojamento que ficava embaixo da arquibancada".

Publicação:19/08/2002
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