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Seleção
Clodoaldo estreou na seleção brasileira justamente
num confronto contra à Argentina. "Não
me lembro bem se foi em 68 ou 69. O jogo foi disputado no
Maracanã. Entrei no segundo tempo, perdíamos
por 1 a 0. Conseguimos virar o jogo para 2 a 1, com o Pelé
marcando o segundo gol de cobertura, no Cejas. Disputei 45
partidas com a camisa da seleção".
O jogo mais marcante de Clodoaldo com a camisa de número
5 da seleção não poderia ser outro. "Foi
contra o Uruguai, na Copa de 70. Eu dei um vacilo no gol do
Uruguai, mas não me abati. No finalzinho do primeiro
tempo recebi a bola, fui driblando, tabelei, recebi de volta
na área e marquei o gol de empate. Foi um alívio.
O jogo estava muito difícil, ir para o intervalo atrás
do marcador seria muito ruim. Esse gol marcou", garante
Clodoaldo.
Entre a boas apresentações na seleção,
está a amizade. Rivelino é considerado um irmão.
"Conversamos quase que diariamente. O torcedor sempre
queria ver no Santos ou Corinthians junta a dupla Clodoaldo
e Rivelino. Nunca foi possível. O Corinthians tentou
comprar o meu passe, o Santos andou atrás do Rivelino.
Dentro de campo, jogamos junto só mesmo na seleção",
recorda Clodoaldo, que aprendeu muito com o experiente Gérson.
"O Gérson teve participação importante
no gol que fiz contra o Uruguai. Ele estava sendo muito marcado
em campo, não estava conseguindo armar as jogadas no
meio-campo. Ele chegou perto de mim e disse: faz a minha que
fico aqui atrás. Foi nesse nova função
que acabei indo à frente e marcando o gol. No final
do primeiro tempo, eu estava indo para o vestiário
quando o Zagallo perguntou porque eu não estava cumprindo
o que fora determinado. O Gérson escutou e disse: fui
eu".
Técnico
Em 81, Clodoaldo arriscou na carreira de técnico de
futebol. Comandou o Santos no Campeonato Brasileiro, ficando
com a quarta colocação. Foi eliminado pelo Flamengo,
que estava iniciando a fase de conquistas (tricampeão
brasileiro) com Andrade, Adílio e Zico.
"Até que fiz um bom papel", acredita Clodoaldo,
que costumava montar o time santista com Marola; Mauro, Márcio
Rossini, Joãozinho e Gilberto Sorriso; Chicão,
Cardim e Pita; Paulinho Batistote, Nilson Dias e João
Paulo.
Dirigentes
Como a paixão sempre foi mais forte, Clodoaldo largou
a carreira de treinador e acabou se transformando em dirigente
de futebol. Do Santos, obviamente.
"Comecei como vice-presidente de futebol em 86, depois
fui vice-presidente 97/98. Tive outros cargos em diversas
diretorias", conta. Adepto do ditado de que o futuro
a Deus pertence, não descarta a possibilidade de um
dia concorrer à presidência. Quer primeiro estar
com a vida estabilizada financeiramente, para na seqüência
realizar o sonho.
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