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Um sonho que escapa pelas
mãos
| Arquivo/Gazeta Press |
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Cruyff deixou os gramados como
jogador sem nunca ter ganho um título mundial. Mas já esteve
com ele bem próximo, na Copa de 1974, disputada na Alemanha
Ocidental. O evento foi marcado por algumas novidades no cenário
do futebol mundial. Uma nova taça era disputada, havia uma
nova forma de disputa, João Havelange era eleito presidente
da FIFA e o futebol-força superou o futebol-arte, baseada
no potencial atlético e obediência tática de seus jogadores.
Ainda assim, havia exceções.
Uma delas era o "carrossel holandês",
do técnico Rinus Michels, comandada por Neeskens, Krol, Rep
e Cruyff. A "Laranja Mecânica" não tomou conhecimento de seus
adversários, entre os quais, o time tricampeão mundial de
Zagalo, que não apresentou o mesmo futebol de 1970. Johan
Cruyff fez parte desta equipe revolucionária, num esquema
onde os jogadores não tinham posição fixa, movimentando-se
pelo campo inteiro. Na decisão com os donos da casa, o jogador
do século sofreu um pênalti logo no primeiro minuto. Pênalti,
convertido por Neeskens. Mas aos 25 minutos, os alemães do
capitão Franz Beckenbauer deixaram tudo igual, de novo em
cobrança de pênalti. Cruyff foi dominado pelo lateral direito
Berti Vogts, técnico da seleção nas Copas de 98 e 94, e Gerd
Müller fez o gol da virada, uma bomba contra o goleiro, que
colocou a Alemanha Ocidental na frente de um adversário dito
superior, assim como a Hungria na Copa da 54. Quatro anos
depois, mesmo tendo apenas 31 anos, Cruyff não quis participar
da campanha do carrossel vice-campeão na Argentina, em 1978.
O início como treinador
Depois de uma carreira bem sucedida como jogador, Cruyff resolve
investir na carreira de treinador. Começou em 1985, no comando
do Ajax. Dirigiu a equipe de Amsterdã durante 3 temporadas,
conquistando 2 Copas (86 e 87) e 1 Recopa da Europa (87).
O hoplandês chegou ao Barcelona em 1988 e, depois de um início
atribulado, transformou o azul-grená em uma máquina de títulos:
4 Ligas (90/91, 91/92, 92/93 e 93/94), 1 Copa dos Campeões
de Europa (92), 1 Recopa (89), 1 Supercopa Européia (93),
1 Copa do Rei (90) e 3 Supercopas da Espanha (91, 92 e 94).
Sem dúvida alguma, este foi o momento mais glorioso de sua
história.
Apesar do sucesso e do prestígio
que conseguiu no clube, Cruyff recebeu muitas críticas, que
aumentavam cada vez que o time ia mal. A principal delas era
a de que o ex-jogador tinha plenos poderes dentro do clube,
tanto no aspecto esportivo como na renovação de jogadores,
proibindoo a algum deles de participar em programas de televisão,
entre outras coisas. Acabou abandonando a equipe faltando
apenas duas partidas para o fim da temporada 95/96 do Campeonato
Espanhol.
Cruyff, um amante do futebol
ofensivo, começou com um esquema 3-4-3, que provocou muitas
críticas devido a facilidade com que o adversário marcava
seus gols. Mas logo se transformou praticamente em um 4-4-2,
com uma defesa melhor estruturada.
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