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Dadá, tricampeão mundial com
a seleção
| Foto: Gazeta Press |
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De todas as marcas e títulos,
com certeza uma conquista especial marca o currículo de Dario
José dos Santos: o tricampeonato mundial, conquistado com
a seleção brasileira, na Copa do Mundo de 1970 disputada no
México.
Contando com verdadeiros craques como Pelé, Tostão, Gerson,
Riverlino, Jairzinho, Clodoaldo,Carlos Alberto e Piazza, Dadá
Maravilha não teve chances no time titular da seleção, mas
entrou para a história do futebol mais uma vez, por estar
escalado ao lado de tantas estrelas, que formaram aquela que
foi considerada, por muitos, como a melhor seleção de todos
os tempos.
Como não poderia deixar de ser, a irreverência também fez
parte da passagem de Dario pela seleção brasileira. A começar
pela própria convocação para a disputa da Copa do Mundo de
70. O atacante pode se gabar por ter sido o único jogador
do mundo a ser convocado por um presidente da República.
"Comendo a bola" no Atlético em 1970, o presidente Medici
exigiu a convocação de Dadá Maravilha para o Mundial. Com
a recusa do técnico Saldanha, que não admirava o futebol desengonçado
de Dario, o homem mais importante do país criou uma situação
para que o técnico fosse substituído por Zagallo e o Peito-de-Aço
foi ao México junto com a seleção.
Como irreverência pouca, para Dadá, é bobagem, no meio dos
astros da seleção, o atacante tratou de dar um jeitinho para
estar entre os titulares na Copa do Mundo e quase tirou Pelé
da final contra a Itália. Na véspera do jogo decisivo contra
os italianos, o artilheiro aproveitou a superstição do técnico
Zagallo para ter uma chance no Mundial. Dadá contou ao treinador
que sonhara ter marcado três gols na final.
Para descontrair, Zagallo arriscou: "Olha, gente, o Dadá
sonhou que vai fazer três gols na final. Não tem ninguém que
queira dar o lugar para ele?". Para surpresa de todos, quem
levantou o braço foi justamente o camisa dez da seleção, que
rebateu: "por mim tudo bem, se a gente já começa a final ganhando
de 3 a 0". Claro que Dario ficou no banco de reservas.
Dadá Maravilha teve a honra de vestir a camisa da seleção
brasileira em 13 jogos. Como não poderia deixar de ser, o
atacante não passou em branco e deixou sua marca de artilheiro
também com a amarelinha, marcando dois gols.
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