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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . DARÍO PEREYRA

Com o São Paulo, uma história de glórias

Foto: Gazeta Press
Foto Gazeta Press

Assim que chegou ao Brasil, no dia 7 de dezembro de 1977, o então volante foi recebido pelos torcedores são-paulinos como o "Rei Darío". Logo em seu primeiro jogo, o Tricolor goleou o Internacional, por 4 a 1. No mesmo ano, Darío Pereyra viria a torcida comemorar pela primeira vez um título brasileiro, depois uma final emocionante contra o favorito Atlético Mineiro, no Mineirão.

Apesar da conquista do título, Darío seguia com problemas de adaptação ao novo país e não conseguia repetir as boas atuações que o consagraram no Nacional e na seleção uruguaia.

Em uma emergência, o técnico Rubens Minelli decidiu improvisar o volante raçudo na quarta-zaga. Resultado: Darío foi muito bem e não deixou mais a posição. Os torcedores, que sempre o apoiaram, o elegeram agora como um dos "deuses da raça" do Morumbi.

Com a chegada de Oscar, contratado em 1980 junto ao Cosmos de Nova York, formaram a melhor dupla de zagueiros do país. Muitos torcedores lamentavam que, por ser uruguaio, Darío não poderia atuar pela seleção brasileira.

Em 1980, Darío conquistaria seu primeiro título paulista. No ano seguinte, o uruguaio repetiu a dose. Com sua garra, velocidade e chute forte, Darío Pereyra comandou o São Paulo nas conquistas dos Campeonatos Paulista de 85 e 87 e do Brasileirão de 86.

Durante os onze anos em que atuou pelo São Paulo, Darío Pereyra disputou 11 temporadas. Foram 402 jogos, que o consagraram como o décimo jogador que disputou mais partidas com a camisa do Tricolor. Ele marcou 39 gols e conquistou quatro títulos paulistas (80/81, 85 e 87) e dois brasileiros (77 e 86).

Depois do Tricolor, rápidas passagens por Flamengo e Palmeiras

No dia 20 de outubro de 1988, Darío Pereyra estava trocando o São Paulo pelo Flamengo, onde teria uma rápida passagem. Em 89, o zagueiro estava vestindo a camisa do Palmeiras, onde fez parte de uma grande equipe que, apesar do bom futebol, não conquistou nenhum título.

Depois de um desentendimento com o técnico Émerson Leão, Darío Pereyra, que havia recebido passe livre, deixou o Palmeiras e se transferiu para o futebol japonês, onde iria atuar no Matsushita (atual Gamba Osaka).

No Japão, fim da carreira de jogador

No Matshushita, Darío Pereyra, que era considerado um dos melhores jogadores do mundo, conquistou seu último título como jogador. Em 1990, em seu primeiro ano no clube, o zagueiro comandou a equipe na conquista do título da Copa Imperador.

Darío Pereyra anunciou sua aposentadoria em 1992, e um ano mais tarde, começou uma nova fase no futebol, dessa vez, fora dos gramados.

O uruguaio voltou ao futebol brasileiro, mas agora para trabalhar como treinador. Em 1993, Darío Pereyra começou a comandar o Protege, equipe paulista de futebol amador. Posteriormente, aceitaria o convite para treinar as equipes de base do São Paulo.

De volta ao São Paulo, agora como técnico

Em abril de 1997, Darío estava devolta ao clube onde se consagrou para futebol mundial. No entanto, a torcida não voltaria a ver sua raça dentro de campo. O zagueiro estava sendo anunciado como o novo técnico da equipe profissional.

Durante os dez meses em que trabalhou no Morumbi, Darío Pereyra deu força para os jovens, muitos deles que já havia treinado nas categorias de base. Nomes como Sydney, Alexandre, Edmílson e Dodô começaram a ganhar força e espaço na equipe principal do São Paulo.

Como técnico, Darío não conseguiu repetir no São Paulo as façanhas que teve como jogador. Os melhores resultados do treinador foram os vice-campeonatos da Supercopa e do Campeonato Paulista, ambos em 97.

Em fevereiro de 1998, Darío Pereyra deixou o cargo de treinador do São Paulo e se transferiu para o Coritiba.

Publicação: 25/07/2003
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