| Foto: Acervo/ Gazeta Press |
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O supertime do Cruzeiro
Mais uma vez, após um ótimo
primeiro semestre, Deivid reclamou de que não estava
sendo valorizado no time em que jogava e pediu para sair do
Corinthians. Com o aval do então novo técnico
do time, Geninho, ele aceitou negociar uma proposta do Cruzeiro,
de Wanderley Luxemburgo, por um empréstimo antes do
final do Brasileirão de 2002 - quando o Timão
foi vice diante do Santos. O que parecia transcorrer tranqüilamente
não ocorreu bem assim. O Nova Iguaçu reivindicou
uma porcentagem do valor da transferência e entrou em
conflito com o Corinthians.
O Timão ainda devia uma
parte dos valores pagos por Deivid junto ao Nova Iguaçu
no final de 2001 e a negociação - ou mais uma
novela? - com o clube de Belo Horizonte chegou ao ponto de
levar à penhora da sede social do Parque São
Jorge, como garantia de quitação da dívida.
Ao final, Deivid desembarcou, mesmo, na Toca da Raposa.
Lá, o atleta fez parte
do supertime do Cruzeiro comandado por Luxemburgo. Sob o manto
azul de Minas Gerais, Deivid foi o ponto de referência
no ataque e, mais uma vez, mostrou suas garras de artilheiro
anotando sete gols na Copa do Brasil 2003. Antes do caneco
do torneio nacional, a Raposa ainda havia vencido o Campeonato
Mineiro de forma invicta.
Tudo caminhava para que Deivid
conquistasse seu primeiro Campeonato Brasileiro naquele ano.
De fato, o Cruzeiro foi campeão, e com algumas rodadas
de antecipação, no entanto, Deivid saiu no meio
do certame para ir jogar no futebol francês, mais precisamente
no Bordeaux. Ao contrário de suas demais transferências,
esta não teve muitos problemas. Ao Cruzeiro, restou
aceitar a proposta de U$ 5 milhões sem titubear, já
que havia um cláusula que obrigava o clube a liberar
o jogador se houvesse uma oferta deste naipe.
Com a camisa vinho do clube francês,
Deivid não conseguiu muita coisa e uma adaptação
difícil e vagarosa o faria desejar voltar para sua
terra natal já no ano seguinte. Depois de seis meses
jogando fora, ele voltaria a pisar em um gramado bem conhecido:
o da Vila Belmiro.
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