| Foto: Acervo/ Gazeta Press |
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No Corinthians: o goleador
O Campeonato Brasileiro de 2001
corria e Deivid era um dos principais nomes do Santos. Porém
o seu contrato já havia sido encerrado e, reclamando
de salários não pagos, o atacante abandona o
clube do litoral paulista e retorna para o Nova Iguaçu,
que afirmava ter parte de seus direitos federativos. Enquanto
treinava no clube fluminense para não perder a forma,
o Corinthians ofereceu U$ 3 milhões para contar com
o futebol do jogador.
O Timão negociou diretamente
com o Nova Iguaçu, sem qualquer conhecimento por parte
do Santos, que em 99 havia comprado metade do passe de Deivid.
O litígio que se seguiu prejudicou e muito a relação
entre o artilheiro e o Peixe. Contra a transferência,
pela qual não receberia nada, o Santos entrou com uma
liminar para melar a contratação do arqui-rival,
porém, depois de muitas manobras e alegações
jurídicas, acabou perdendo. Isto ocorreu pois provou-se
que o time não estava pagando em dia. Do Santos, Deivid
saiu dizendo que não voltaria nunca mais.
No Corinthians, Deivid queixava-se
de que não fora valorizado no seu antigo clube e que,
agora, deixava de lado o seu coração flamenguista
- cultivado desde os tempos de menino do Rio - para beber
da fonte do Parque São Jorge. Com a camisa alvinegra,
ele conquistaria dois dos mais importantes títulos
de sua carreira. Ali ele transformaria em realidade o sonho
de dar uma casa para sua mãe e atingir o auge de sua
fama de artilheiro.
Além da conquista dos títulos
do Torneio Rio-São Paulo e da Copa do Brasil, o atacante
Deivid teve outro motivo para comemorar em 2002. Com 13 gols,
o agora corintiano tornou-se o maior artilheiro da história
da Copa do Brasil, superando Washington, que em 2001 fez 11
com a camisa 9 da Ponte Preta. Deivid deu a arrancada rumo
à marca histórica na reta final do torneio.
A partir das semifinais, o jogador marcou todos os seis gols
Corinthians, comandado por Carlos Alberto Parreira. Foram
três contra o São Paulo (2 x 0 e 1 x 2), e outros
três nos jogos finais contra o Brasiliense-DF (2 x 1
e 1 x 1).
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