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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . DENÍLSON

Denílson: o último legado do mestre Telê Santana

Foto: Acervo/Gazeta Press
Foto Acervo/Gazeta Press

Por Leonardo Habib, especial para GE.Net

No início da década de 90, o São Paulo viveu a melhor fase de toda a sua história. Os dois títulos da Libertadores da América e os dois títulos mundiais são provas concretas do prestígio que possuía aquele time do Morumbi. O momento era tão favorável para aquela constelação de craques, que sobrou espaço para os mais jovens.

Orientado pelo mestre Telê Santana, o Tricolor pôde abdicar de seus maiores ídolos (Raí, Muller, Cafu e Zetti) em algumas competições para criar o famoso "expressinho". "Me disseram que tem um jogador muito bom, não sei se é Edmílson ou Denílson, preciso conferir", foram as palavras de Telê.

O resultado foi imediato: com apenas 17 anos, Denílson deixou o juvenil do São Paulo para se juntar a outros aprendizes, como Rogério Ceni, Bordon e Caio e assim conquistar a inédita Taça Conmebol de 1994.

A estréia de Denílson com a camisa tricolor aconteceu em um empate sem gols com o Grêmio, em Porto Alegre, na primeira rodada da competição sul-americana. Alguns dias depois, o jovem marcou seu primeiro gol no profissional e foi uma verdadeira obra de arte.

Na ocasião, o São Paulo recebeu o Sporting de Cristal no Morumbi e o habilidoso atacante não teve dificuldades para driblar a zaga e o goleiro peruano antes de balançar as redes.

Aos poucos Denílson foi crescendo devido a sua habilidade e seu jeito irreverente de jogar futebol. Os mais céticos, que no início o chamavam de "fominha", foram se rendendo à competência da perna esquerda do meia.

Em 1997, aos vinte anos de idade, Denílson já era o maior ídolo do São Paulo e passou a ser cobiçado por grandes clubes da Europa como Lazio, Manchester United e Barcelona. Após uma negociação frustrada com o time da Catalunha, Denílson foi finalmente vendido para o Betis, de Sevilha, na maior transação do futebol internacional até aquele momento: U$ 26 milhões.

No entanto, espanhóis e tricolores chegaram a um acordo para que o atleta se apresentasse em Sevilha somente no segundo semestre de 1998. Com o tempo definido para deixar o Brasil, Denílson se empenhou para ter uma despedida de luxo. E conseguiu.

O Tricolor conquistou o Campeonato Paulista de 1998 em cima do rival Corinthians com atuações de gala de Denílson, França e Raí, que foi trazido às pressas para a disputa da final.

Publicação: 10/11/2003
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