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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . DIDA
Foto: Acervo/ Gazeta Press

Dida, o campeão brasileiro de 1985

Por Bruno Ceccon, especial para a GE Net

Às 24h38 do dia 1º de agosto de 1985, as mais 90 mil pessoas que estavam no Maracanã testemunharam a final mais inusitada de um Campeonato Brasileiro. De um lado, o Bangu, equipe do subúrbio carioca; como time visitante, os paranaenses do Coritiba. Correndo do lado esquerdo do gramado, trajando camisas listradas em verde e branco com o número seis às costas, estava Marcos Aurélio Moraes dos Santos, ou simplesmente Dida.

Depois de um empate em 1 a 1 no tempo normal, o jogo foi para a prorrogação, que terminou sem gols e o título nacional foi para a decisão nos pênaltis. Na primeira série de cobranças, ninguém errou. Mal sabia o ponta-esquerda Ado, do Bangu, que quando se dirigiu para bater o primeiro alternado estava prestes a viver o momento mais marcante de sua vida dentro e fora dos gramados. Ele correu, deslocou o goleiro Rafael, procurou o canto direito, mas chutou para fora. Até hoje o atleta se emociona ao falar no assunto, chegando às lágrimas ao relembrar o fatídico momento.

O responsável por decidir o campeonato foi o zagueiro Gomes, que não desperdiçou a oportunidade. Desta forma, Dida, na época com apenas 19 anos de idade, conquistou o título mais importante de toda a história do time do Alto da Glória. Sob o comando do técnico Ênio Andrade, a equipe bateu adversários de peso antes de chegar à final. Times como São Paulo, Cruzeiro, Atlético/MG, Santos e Flamengo ficaram pelo caminho diante do Coxa.

Anos depois, Dida ainda lembra com carinho do treinador e dos atletas responsáveis pela conquista do título nacional. "Nós sabíamos que tínhamos jogadores modestos e desconhecidos, mas o seu Ênio Andrade fez um bom trabalho e conseguimos formar uma equipe muito unida e determinada", recordou Dida.

Assim, uma campanha de 29 jogos, com 13 vitórias, 6 empates e 10 derrotas, que resultou no título até então inédito para o estado do Paraná, adiou a festa preparada no sambódromo pelos torcedores dos times grandes do Rio que se uniram para apoiar o Bangu. À distância, a torcida coxa-branca foi ao delírio quando o placar do Maracanã estampou a frase "Coritiba, campeão brasileiro de 1985", enquanto o goleiro Rafael levantava a Taça de Ouro.

Publicação: 10/09/2004
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