| Foto: Acervo/ Gazeta Press |
 |
O último título
do empresário
Em 1991, Dida foi negociado com
o Flamengo. Ele disputou o Campeonato Brasileiro pelo time
carioca, mas não tem boas recordações
de sua passagem pela Gávea. "Em toda minha carreira,
só me arrependo de ter ido para o Flamengo, onde fiquei
sem receber salários", disse o jogador, que rescindiu
o contrato com o Rubro-negro e voltou ao Palmeiras.
Depois de defender as cores do Verdão durante mais
um ano, o jogador foi tentar a sorte no Rio Grande do Sul,
atuando pelo Grêmio. No Olímpico, ele conquistou
o último título de sua carreira, o Campeonato
Gaúcho de 1993. No Cerro Porteño, do Paraguai,
Dida começou a fase descendente de sua trajetória
dentro do futebol. Antes de encerrar a carreira, ele ainda
passou por XV de Jaú, Ponte Preta, voltou ao Coxa e
pendurou as chuteiras em 1998, jogando no Pensacola, dos Estados
Unidos, aos 33 anos.
Sempre tranqüilo e sério, o atleta de Cristo
afirma que nunca tirou o pé das divididas durante a
vida de jogador. "Nos jogos, quando necessário,
dava minhas pancadas. Não é por ser cristão
que tinha que entrar com a bíblia debaixo do braço.
Sou um profissional e defendia o clube com dignidade",
afirmou Dida.
Acusado de não atacar, o jogador foi duramente criticado
durante o final de sua passagem pelo Corinthians. No entanto,
ao comentar seu futebol, ele ressalta seu ímpeto ofensivo.
"Eu era um jogador mais de iniciar as jogadas de ataque
do que de defesa. Gostava de ser leal e exigia lealdade. Era
um jogador até de conclusão, de gols",
explicou.
Quando Dida parou de jogar futebol, a imprensa esportiva
conheceu um novo comentarista. No entanto, o ex-atleta não
ficou muito tempo na nova profissão e atualmente atua
como empresário. Ele observa e indica jogadores brasileiros
para o Teajong Citizen, da Coréia do Sul.
|