| Foto: Acervo/ Gazeta Press |
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Copa de 1958
Em 1958, aconteceu o que parecia natural: o atacante (a meia
esquerda já era passado) foi convocado para a Copa
do Mundo da Suécia. A convocação para
a Copa reuniu jogadores de São Paulo e Rio de Janeiro
que só tinham contato nos confrontos entre seleções
estaduais e no Rio-São Paulo. A fama de Pelé
ainda não era sombra do que se descobriria ser o seu
talento.
Outra lenda, Garrincha, não começaria a competição
como titular. O técnico Vicente Feola não se
contentou com o desempenho do ponta na goleada por 4 a 0 sobre
a Fiorentina e colocou Joel contra a Internazionale: outro
4 a 0. Garrincha saiu do time por um lance em que, após
estabelecidos os 3 a 0, driblou o goleiro, esperou o zagueiro
alcançá-lo, driblou novamente e tocou para o
gol vazio. Feola estava preocupado que o ponta não
tivesse a seriedade exigida em uma Copa. Em ambas as partidas
Dida foi substituído por Vavá.
O time titular na estréia contra a Áustria
teria Joel, Mazzola, Dida e Zagalo no ataque. Os 3 a 0 contra
um adversário apático não convenceram,
e a prova de que algo estava errado viria no 0 a 0 com a Inglaterra.
Dida já não estava na equipe, havia perdido
o lugar para Vavá, mas faltava Pelé e Garrincha,
que entrariam na vitória por 2 a 0 contra a União
Soviética. Com a legendária dupla, o campeonato
mundial viria sem maiores preocupações.
Dida não gostou de ser tirado do time após
uma vitória por 3 a 0 e quase abandonou a seleção,
sendo demovido da idéia pelos companheiros Zózimo,
Djalma Santos e Nílton Santos. "Na época
não existia Pelé, que estava começando.
Era Édson Arantes. Digo com segurança, eu era
melhor. Você vai dizer que sou metido, mas não
é isso - não era o Pelé, era o Édson.
Ele estava apenas começando e eu já tinha quatro
anos de Flamengo, sendo o goleador do Rio de Janeiro. Depois
que Pelé virou Pelé, aí ficou difícil",
afirmaria, anos depois.
A volta para o Flamengo seria marcada pela falta de títulos,
que só cessaria com o Rio-São Paulo de 1961.
Mesmo marcando gols de todas as maneiras, Dida não
foi convocado por Aymoré Moreira para a Copa de 1962.
"Apesar de o Vicente (Feola) não ser mais o técnico,
a briga de 1958 ficou registrada, pois o histórico
foi passado para o técnico seguinte. Eu falei grosso
com o Feola, na frente de todo mundo mesmo. Não cheguei
a ofendê-lo, mas falei que achava aquilo uma covardia
comigo. Acredito que esse foi o motivo. Pode também,
contudo, ter sido uma preferência do outro treinador."
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