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Foto: Acervo/ Gazeta Press

Revelando craques

Aos 29 anos, Dida se descobriria novamente no banco de reservas, com a chegada do técnico e desafeto Flávio Costa. O atacante, então, rumou para a Portuguesa de Desportos, encerrando uma década de Flamengo. Foram 244 gols, que lhe dariam o posto de segundo maior goleador da história do clube, apenas atrás de Zico, com 508.

Em um ano na Lusa, voltou a mostrar a sua capacidade de goleador, marcando 54 gols. Seu próximo destino foi a Colômbia. No Atlético Junior de Barranquilla, deixou a sua marca por mais 46 vezes. Em 1967, aos 33 anos, com 420 gols no currículo, Dida pendurou as chuteiras e retornou à sua casa, o Flamengo, onde passaria a trabalhar de auxiliar-técnico, e posteriormente nas categorias de base.

Nos últimos anos de vida, Dida vivia recluso e não dava entrevistas, afirmando sempre que não tinha mais o que falar. O ex-jogador trabalhou por 20 anos no Flamengo, onde revelou alguns dos craques que conquistariam o Mundial Interclubes de 1981. Além dos problemas financeiros ("Cheguei a ter oito apartamentos, uma febre de apartamentos. Depois fui vendendo todos eles"), complicações pulmonares abalaram Dida no final de sua vida. A partir de 1998, Dida ficou impossibilitado de trabalhar no Rubro-negro, por causa dos seguidos problemas clínicos.

O enfizema pulmonar acabaria por levar Dida em 17 de setembro de 2002, mas a emoção de seus companheiros de carreira mostrava a importância do jogador que implantou a mística da camisa dez do Flamengo, que um fã seu viria a eternizar.

"Jamais pensei em bater recordes. Para mim, o gol é tão somente a principal motivação de um jogo e a própria alegria dos torcedores. Confesso, entretanto, que o gol tem sido a razão principal da minha vida como atleta, motivo pelo qual sempre o procurei, sempre o busquei a cada minuto de qualquer partida de que tomei parte" Dida, em trecho de sua biografia.

Publicação: 06/08/2004
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