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Coração tricolor perdeu justamente o vermelho

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Foto Acervo/Gazeta Press

Quem viu Diego (foto) pisando no símbolo do São Paulo, depois de marcar um gol contra o Tricolor no Brasileirão de 2002, mal sabia que o jogador foi são-paulino até 1997, quando começou a crescer nas categorias de base do Santos.

Para desespero dos tricolores, o atleta chegou até a fazer testes no time e, mesmo aprovado, preferiu o Santos. "Não gostei muito do ambiente no São Paulo. Na Baixada, logo fiz amigos e o Peixe me pareceu mais favorável", disse, mostrando o início da sua transformação de tricolor para alvinegro.

O incidente no Morumbi mostrou um lado que Diego voltaria a lidar em outras ocasiões. Apesar de geralmente tranqüilo em campo, o meia já protagonizou diversas polêmicas, quando, por exemplo, foi acusado de chamar o meia Renato, do Corinthians, de macaco.

Diego foi levado para o futebol profissional em janeiro de 2002, pelo então técnico do Peixe, Celso Roth. Estreou no torneio Rio-São Paulo e foi logo mostrando seu brilho aos 16 anos, quando começou a aparecer como grande revelação do time. Apesar do reconhecimento precoce, a vaga de titular só viria no Campeonato Brasileiro.

Naquela época, apareceu também na seleção brasileira sub-17, que disputou o Sul-americano da categoria no Peru. Ganhou diversos elogios, inclusive dos argentinos, que o chamaram de Maradona.

Junto com as boas atuações pelo Santos, vieram também o interesse dos clubes europeus em seu futebol. Em 2002, a Juventus, de Turim, foi o primeiro time que explicitou o desejo de ter o futebol do garoto santista. Entretanto, a diretoria do Alvinegro fez questão de manter o atleta, talvez um dos maiores acertos que poderia ter feito: o futuro mostraria isso ainda naquele ano.

Publicação: 19/03/2004
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