|
O fracasso olímpico
e a ida para a Europa
| Foto: Reuters |
 |
A temporada 2004 começou com uma
grande frustração para Diego, que era considerado uma das
grandes esperanças da seleção brasileira sub-23 que disputava
o Pré-olímpico no Chile. No entanto, os jogadores sentiram
a falta das férias no mês de janeiro. Por isso, a maioria
do elenco convocado pelo técnico Ricardo Gomes não conseguiu
render o mesmo que jogava nos clubes.
Na partida final, o Brasil dependia apenas de um empate contra
o Paraguai para ficar garantido nos Jogos Olímpicos de Atenas.
Mas a derrota de 1 a 0 arranhou a imagem de uma geração considerada
como promissora pela maioria das pessoas. "Eu tinha vontade
de fazer as jogadas, mas a perna não obedecia. Não rendi o
que posso", admitiu Diego.
Mesmo depois das críticas, o meia retornou ao Santos com
personalidade. Apesar da troca de comando no time da Baixada,
com a chegada de Wanderley Luxemburgo no lugar de Emerson
Leão, Diego continuou com um futebol insinuante. Ainda em
2004, o atleta se recuperou até na seleção e participou, no
meio do ano, da conquista da Copa América, na final contra
a Argentina.
Portanto, continuaram fortes as especulações de transferência.
Até que apareceu uma proposta real do Porto, de Portugal.
Seu pai, Djair, insistiu bastante com a diretoria santista
para fechar a negociação, já que tinha direito a metade da
transferência. Por isso, os portugueses pagaram 8 milhões
de euros para ficar com mais um talento do futebol brasileiro.
A missão de Diego não seria, porém, fácil. Ele desembarcou
no Porto com a missão de substituir Deco, principal destaque
do clube na conquista da Copa dos Campeões da Europa. Mesmo
assim, o jovem brasileiro teve uma adaptação rápida e ganhou
logo a confiança dos torcedores. Destaque para o gol marcado
contra o Chelsea, no último minuto, que garantiu a equipe
nas oitavas-de-final da Copa dos Campeões 2004/05. "Sou muito
bem tratado em Porto e ainda estou em um clube muito sério",
elogiou.
Para completar, nos primeiros meses de Porto, conquistou
um título importante. Participou dos 120 minutos da decisão
do Mundial Interclubes contra o Once Caldas, da Colômbia.
Ainda por cima, tomou a responsabilidade de fazer uma das
cobranças de pênalti, sempre com talento, a marca de sua carreira.
No entanto, foi expulso depois de marcar o gol, respondendo
provocações do goleiro adversário. Mesmo assim, não deixou
de lado declarações fortes, cutucando adversários de tradição
na Europa. "Muita gente está desdenhando o Porto, mas ganhamos
do Chelsea na Copa dos Campeões e o Mundial. Não estou vendo
times como Real Madrid e Manchester United aqui".
Para completar o ano, pôde comemorar de Portugal o sucesso
de mais um título do Santos no Campeonato Brasileiro. "É um
momento de muita felicidade pelo que meus companheiros conquistaram.
Torço pelo Santos e não escondo a felicidade. Todos estão
de parabéns", afirmou Diego, que iniciou a competição nacional
no Peixe.
Na última temporada, 2004/2005, sua segunda no clube
português, o ex-santista ganhou mais espaço ao
mesmo tempo em que viu sua equipe se distanciar das grandes
conquistas. No Campeonato Português, o Porto foi superado
pelo Benfica e, na Copa dos Campeões, não resistiu
à Internazionale nas oitavas-de-final. Mesmo assim,
Diego disputou mais jogos como titular e foi elogiado pelo
técnico Co Adriaanse.
Na atual temporada 2005/2006, Diego continua sendo escalado
desde o início na maioria das partidas do Porto e está
motivado pela boa arrancada de sua equipe no Campeonato Português.
O objetivo continua sendo o mesmo desde a chegada à
Europa: ganhar mais títulos, como já aconteceu
e pode se repetir brevemente, e se firmar em um grande clube
do Velho Continente, o que está acontecendo neste momento.
O sonho de disputar a Copa do Mundo pela seleção
brasileira persiste.
|