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Do drama do doping ao auge
com Luxa
| Foto: Gazeta Press |
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Depois de sair do Corinthians, em 1992, Dinei perambulou
por vários clubes, como Guarani, Portuguesa, Grasshoppers
(Suíça), Cruzeiro e Internacional, mas sem obter
um grande sucesso. No entanto, o jogador voltaria às
manchetes em 1996, no Coritiba, porém por um motivo
nada especial.
Depois da partida do Coxa contra o Juventude, pelo Campeonato
Brasileiro, em 11 de agosto daquele ano, foi constatado que
Dinei havia consumido cocaína. No entanto, ao invés
de negar o uso, o jogador confessou que experimentou a droga
durante uma festa, sem pensar em melhorar seu desempenho nos
campos. "Não é qualquer homem que faz o
que eu fiz (confessar o uso da droga). O que me salvou foi
o fato de eu ter sido honesto comigo mesmo", disse na
época.
O renascimento de Dinei para o futebol depois deste problema
seria provocado, em grande parte, por um dos únicos
que o apoiaram durante o difícil período de
sua vida, o treinador Wanderley Luxemburgo. O técnico
foi o principal responsável pelo retorno do jogador
ao Corinthians, no início de 1998, após uma
temporada regular no Guarani. Inclusive, em respeito ao técnico,
o atacante abdicou de seu visual extravagante, com os cabelos
descoloridos e o brinco na orelha.
Na sua segunda passagem no Timão, Dinei viveu, notadamente,
o auge de sua carreira. Foi bicampeão brasileiro (1998
e 99), campeão paulista (1999) e campeão mundial
(2000). Viveu uma verdadeira lua-de-mel com a torcida, mas
que teria data certa para terminar: depois da derrota alvinegra
nas semifinais da Libertadores de 2000, justamente diante
do Palmeiras.
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