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Djalma Santos: o maior lateral
direito de todos os tempos
| Foto: Gazeta Press |
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Por Leonardo Habib, especial
para a GE.net
Para o público mais jovem
do futebol, os nomes consagrados de Cafu, Thuram, Zanetti
e Arce são unanimidades mundiais. Todos são
excelentes jogadores, já disputaram pelo menos uma
Copa do Mundo defendendo seu respectivo país e têm
como ponto em comum um setor do campo: a lateral-direita.
Estudiosos e saudosos torcedores garantem que o melhor atleta
da posição nasceu no Brasil. Ele é Djalma
Santos, ídolo com a camisa da Portuguesa de Desportos,
Palmeiras, Atlético-PR e, principalmente, da seleção
brasileira.
Dos campos de várzea da capital paulistana, Djalma
Santos foi para a Portuguesa. Ainda com dezenove anos, o jovem
fez sua estréia na derrota por 3 a 2 para o Santos,
em novembro de 1948, ao lado de craques como Julinho Botelho
e Brandãozinho.
Depois de um começo frustrante jogando como volante,
o jogador se deslocou para a lateral-direita e ficou por mais
dez anos na equipe rubro-verde. No entanto, deixou o Canindé
frustrado. "Durante 11 anos joguei na Portuguesa e não
fui campeão paulista. Sempre torço para a Portuguesinha
um dia chegar lá. Ela merece", disse depois que
deixou os gramados.
Já conhecido internacionalmente, Djalma Santos trocou
a colônia lusitana pela italiana. Em 1959 foi negociado
com o Palmeiras e passou a fazer parte de um dos melhores
elencos daquela época. Conquistou três títulos
paulistas em uma década em que o monopólio santista,
comandado por Pelé e companhia, parecia insuperável.
Eram os tempos românticos do futebol. Djalma Santos
vestiu sua terceira camisa somente em 1969, quando depois
de dez anos no Parque Antártica, foi transferido para
o Atlético-PR. Em Curitiba, ele já não
precisava mais provar do que era capaz, mas mesmo assim virou
ídolo com a conquista do Campeonato Estadual de 1970.
Na ocasião, o Furacão estava há treze
anos sem nenhum título.
A despedida dos gramados aconteceu no ano seguinte ainda
com a camisa do Atlético-PR.
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