| Foto: Gazeta Press |
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Seleção brasileira
A história de Djalma Santos
na seleção brasileira começou no início
da década de 50, quando os torcedores ainda tentavam
esquecer a derrota para o Uruguai na final da Copa do Mundo,
no Maracanã.
Em um empate sem gols contra a seleção peruana,
em 10 de abril 1952, o jogador estreou com a camisa canarinho,
mas a primeira vitória aconteceu somente contra o Panamá,
e com goleada: 5 a 0.
Djalma Santos foi titular nas três partidas da seleção
no Mundial da Suíça, em 1954. Na partida das
quartas-de-final, contra a sensação Hungria,
ele marcou um gol cobrando penalidade máxima, mas não
impediu a derrota por 4 a 2 e a eliminação.
Na Copa do Mundo de 1958, o craque assistiu as cinco primeiras
partidas do banco de reservas. Somente na grande final, contra
a anfitriã Suécia, Djalma Santos substituiu
o são-paulino De Sordi, que estava contundido, e fez
uma excelente apresentação.
"Foi o maior momento da minha carreira aquela vitória
sobre a Suécia. Na casa do adversário e com
a presença do Rei na arquibancada", garantiu o
jogador.
Djalma Santos ainda seria titular em mais dois Mundiais.
Na campanha do bicampeonato, em 1962, no Chile, e na Copa
do Mundo de 1966, quando os brasileiros foram eliminados pela
seleção de Portugal, comandada pelo atacante
Eusébio.
Recordes e Fifa
Além do destaque dentro dos gramados, o maior ala
direito de todos os tempos ainda quebrou um importante recorde
pela seleção. Djalma Santos foi o primeiro atleta
a superar a marca dos 100 jogos com a camisa canarinho. Em
seu currículo, 110 partidas, quatro Copas do Mundo
(dois títulos) e três gols com a camisa verde-amarela.
A despedida aconteceu no dia 9 de junho de 1968, quando o
Brasil recebeu o eterno rival, Uruguai, no estádio
do Pacaembu, e venceu por 2 a 0.
No ano de 1963, a Fifa organizou uma partida amistosa para
comemorar os 100 anos da criação do futebol
e da Liga Inglesa. Apenas um brasileiro teve a honra de vestir
a camisa da seleção do resto do mundo que jogou
contra o "English Team": o lateral Djalma Santos.
Participaram do confronto craques consagrados como o atacante
português Eusébio, o goleiro soviético
Yashin, o meia tcheco Masopoust, o argentino Di Stefano, o
atacante húngaro Puskas, entre outros.
Dentro de campo, a seleção inglesa sucumbiu
à força dos estrangeiros e foi derrotada por
2 a 1, em pleno estádio de Wembley.
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