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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . DUDU
Foto: Acervo/Gazeta Press

O Operário do Ano

Em 1972, Dudu ganhou o título que considera o mais importante de sua longa carreira. Mas não se trata do Paulistão nem do Campeonato Brasileiro, ambos vencidos pelo Palmeiras naquela temporada. "Não sei receber elogios e dos troféus que ganhei gosto mais do que me elegeu 'Jogador Operário do Ano", declarou na ocasião.

Com a obstinação que lhe é característica, Dudu exerceu de forma ainda mais clara sua liderança. Cantava o jogo, catimbava, dividia as bolas por um Alviverde desacreditado para vencer naquele ano. A experiência e a disciplina o faziam proteger os mais jovens, que renderiam títulos ao Palmeiras pelos anos seguintes.

"Quando aparece por aqui um cara de pastinha na mão, falando fácil, eu logo fico de botuca nele. Se ele encosta no Nei (atacante do Verdão na década de 70), em qualquer jogador mais jovem, eu encosto também. Se ele tenta vender livros, eu concordo e aconselho que comprem. Mas se tentam vender papel, eu vou logo espantando os bichos."

Assim vieram o bicampeonato brasileiro em 73 e o inesquecível título paulista de 74, vencido sobre o arqui-rival Corinthians, que estava há 20 anos sem ganhar nada. Foi o último que Dudu conquistou em campo. Dois anos depois, após uma série de contusões, ele se aposentaria.

Mesmo assim seria campeão: ele foi o técnico do Palmeiras na conquista do Campeonato Paulista de 1976. Mas a trajetória do mítico volante palmeirense nos bancos de reservas, ele mesmo prefere que seja contada quando as lembranças de seus feitos nos campos não forem suficientes. Que assim não seja.

Publicação: 18/06/2004
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