| Foto: Gazeta Press |
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Edinho: líder dentro
e fora de campo
Por Alexandre Sinato, especial
para a GE Net
Liderança, garra, técnica
e faro de gol. Estes são apenas alguns adjetivos que
podem definir Edino Nazareth Filho, ou simplesmente Edinho.
Revelado pelo Fluminense, esse zagueiro nascido no Rio de
Janeiro é considerado um dos principais ídolos
do Tricolor das Laranjeiras.
Pelo Flu, fez parte da "Máquina Tricolor",
que conquistou o bicampeonato carioca em 75 e 76, jogando
ao lado de craques como Rivelino e Paulo César Caju.
Quatro anos mais tarde, faturou outro troféu inesquecível
em sua carreira. Na final do Carioca de 80, diante do Vasco,
o capitão Edinho foi o herói do Fluminense ao
marcar de falta o gol do título.
Seu bom desempenho na defesa, aliado às suas muitas
vezes bem-sucedidas subidas ao ataque, logo despertou interesse
de clubes europeus. Depois de ser muito assediado pelo Olympique
de Marselha, Edinho foi contratado pela Udinese em 1982. Na
oportunidade, o Flu tentou impedir sua transferência
para a Itália e acionou a Fifa, que chegou a atrasar
as negociações.
Pela Udinese, jogando junto com Zico de 83 a 85, Edinho ajudou
a equipe a ficar na sexta posição do Calcio
na temporada 83-84. Na época, o zagueiro era freqüentemente
apontado pela imprensa brasileira como um dos jogadores de
maior destaque longe das terras tupiniquins.
Após ficar quase seis anos em Udine, Edinho voltou
ao Brasil para defender o Flamengo, arqui-rival do Fluminense.
Em 87, com a camisa rubro-negra, faturou a conturbada Copa
União, competição nacional organizada
pelo Clube dos 13 que reuniu os 13 clubes de maior torcida
e mais três convidados. Na final contra o Internacional,
no Maracanã, Bebeto marcou o gol da vitória
flamenguista.
No ano seguinte, Edinho recebeu uma grande prova de carinho
da torcida do Fluminense. Mesmo depois de ter defendido as
cores do Flamengo, o zagueiro voltou para as Laranjeiras e
foi bem acolhido pelos tricolores. Em 89, então com
34 anos, Edinho deixou novamente o Tricolor depois se envolver
em uma polêmica com um dirigente do clube. Na época,
o cartola deu uma dura nos jogadores logo após uma
goleada sofrida para o Flamengo e saiu do vestiário
sangrando: Edinho não gostou do tom utilizado e partiu
para cima do diretor.
Mas não demorou muito e o zagueiro já estava
contratado por outra equipe: o Grêmio. No mesmo ano,
Edinho participou das conquistas do Campeonato Gaúcho
e da Copa do Brasil, colecionando mais dois troféus
em seu currículo.
No final de 89, uma distensão fez com que Edinho antecipasse
uma difícil decisão: pendurar as chuteiras.
"Ao contrário de muitos jogadores que estão
por aí se arrastando em campo, prefiro encerrar minha
carreira com dignidade, estando por cima. Sei que aos 34 anos
ainda tinha algum tempo no futebol, mas diante da contusão
achei melhor parar", despediu-se o jogador.
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