| Foto: Djalma Vassão/ Gazeta
Press |
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O novo guerreiro de Parreira
Rafael Ribeiro, especial para
GE Net
Ele não é craque. Não é um jogador habilidoso, que abusa
do drible e faz golaços de placa a cada partida que joga.
Mesmo assim quebrou tabus, virou ídolo em um dos maiores clubes
do mundo, o Arsenal, e se firmou no futebol inglês, marcado
por ser "impenetrável" aos atletas brazucas. Esse é Edu, novo
soldado de Carlos Alberto Parreira na guerra das Eliminatórias
para a Copa de 2006. Com a vaga praticamente assegurada, ninguém
ousa duvidar que o ex-volante do Corinthians já é um dos integrantes
da lista do treinador para a Copa da Alemanha.
Antes de Edu, somente o atacante Mirandinha, o volante Émerson
(que recentemente jogou no Vasco da Gama), o lateral Sylvinho
(seu ex-companheiro de Timão) e o meia Juninho Paulista
haviam tido a oportunidade de atuar em um clube inglês com
certo destaque. O volante pode ser considerado como o responsável
por abrir as portas inglesas para jogadores como Gilberto
Silva, seu companheiro de Arsenal, e Kleberson, contratado
pelo Manchester United após a Copa de 2002, na Coréia e no
Japão.
O jogador demorou para emplacar na equipe londrina, mas,
ao contrário do que fariam muitos boleiros brasileiros, não
desistiu e continuou treinando. O resultado veio na última
temporada, quando Edu jogou como titular na maioria das partidas
do returno. O prêmio chegou em abril, quando Carlos Alberto
Parreira o convocou para o amistoso contra a Hungria em Budapeste.
Edu entrou no segundo tempo da partida e foi muito elogiado
pela comissão técnica. Começava a se realizar ali o sonho
do humilde garoto, nascido no bairro do Tatuapé, mas criado
em Guarulhos, que jogava nas categorias de base do Timão sonhando
em defender o verde-amarelo em uma Copa.
Edu ganhou de vez a confiança de Parreira durante a Copa
América, onde foi titular em todos os jogos da competição
e teve uma atuação elogiada por toda a crítica, principalmente
após o título, quando o Brasil venceu a Argentina nos pênaltis.
A comissão técnica usou o torneio continental como laboratório
para testar novos atletas para a seleção e o volante foi aprovado,
ganhando de vez a vaga de titular.
Após a conquista da Copa América, Edu foi titular em quase
todos os jogos da seleção brasileira, principalmente nas Eliminatórias,
no jogo contra a Bolívia, e no amistoso contra o Haiti, onde
teve seu nome gritado pelo público no estádio municipal de
Porto Príncipe, fruto do fato de jogar no meio dos melhores
do mundo.
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