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Eusébio: o maior jogador
da história de Portugal
| Foto: Acervo/Gazeta Press |
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Por Luiz Ricardo Fini, especial
para a GE.Net
A ascensão do futebol português na década
de 1960 esteve diretamente ligada à trajetória
do maior jogador lusitano de todos os tempos. Nascido em 25
de janeiro de 1943, na então província portuguesa
de Moçambique, na África, Eusébio da
Silva Ferreira entrou para a história do futebol comandando
durante muitos anos o Benfica e a seleção portuguesa.
O atacante chegou ao clube de Lisboa em dezembro de 1961
e lá conquistou dez títulos do Campeonato Português,
uma Copa dos Campeões da Europa e cinco Copas de Portugal.
Antes de se tornar ídolo da torcidas dos encarnados,
porém, Eusébio teve de ficar alguns meses parado
esperando uma decisão da Justiça local.
A confusão começou porque Benfica e o rival
Sporting demonstraram interesse no futebol do jogador quando
ele ainda defendia clubes de Lourenço Marques, sua
cidade natal. Eusébio, então, assinou contrato
com os dois rivais de Lisboa e, quando chegou à cidade,
foi anunciado por ambas as equipes.
A Federação Portuguesa de Futebol precisou
intervir na situação e acabou reconhecendo a
contratação do atacante pelo Benfica. Depois
de vencer o rival no tapetão, os dirigentes encarnados
promoveram a estréia do atacante no dia 23 de maio
de 1962. Na ocasião, os reservas dos encarnados enfrentaram
o Atlético de Lisboa no Estádio da Luz.
A primeira partida diante de sua torcida não poderia
ter sido melhor. Eusébio deu um show de bola, marcou
três gols e comandou a equipe na vitória por
4 a 2. O jogo deu início a uma era de troféus
e consagrações a um dos maiores clubes de Portugal.
E o Pantera Negra, como ficou conhecido, esteve à frente
dessas conquistas.
O mais importante título da carreira de Eusébio
foi alcançado logo no primeiro semestre de 1962, quando
o clube de Lisboa venceu pela segunda vez a Copa dos Campeões
da Europa ao derrotar o Real Madrid, por 5 a 3, na final,
disputada em Amsterdã (Holanda).
O título continental foi só a primeira conquista
de Eusébio, que continuou ganhando campeonatos até
sua despedida do clube, em 18 de junho de 1975. Com a águia
do Benfica no peito, o Pantera Negra marcou 43 gols na temporada
1967/68 e, por isso, ganhou a "Chuteira de Ouro",
prêmio concedido ao maior artilheiro da Europa a cada
ano. Na temporada 1972/73, Eusébio balançou
as redes em 40 oportunidades e recebeu pela segunda vez a
homenagem.
O desempenho com a camisa do Benfica prova que a grande especialidade
do Pantera Negra era mesmo marcar gols. O atacante é
até hoje o maior artilheiro da história do Campeonato
Português (319 gols), da Copa de Portugal (97) e da
Copa dos Campeões da Europa (46). Nas 715 partidas
em que defendeu a equipe de Lisboa, o jogador balançou
as redes 727 vezes. Depois de deixar o Benfica, Eusébio
teve passagens rápidas por clubes dos Estados Unidos,
Canadá e México, onde foi campeão nacional
pelo Monterrey. O atacante voltou a Portugal em 1980, ano
em que encerrou a carreira atuando pelo Beira-Mar.
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