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Alex Macedo, especial para GE Net
Paulo Roberto Falcão foi um dos maiores craques na história
do futebol brasileiro. Volante habilidoso, capaz de sensacionais
lançamentos, inacreditável precisão e perfeito senso tático,
ele foi o principal jogador da história do Internacional/RS,
além de ter sido chamado, durante sua vitoriosa temporada
na Itália, de "O Rei de Roma".
O melhor jogador do Inter/RS - Nascido na pequena cidade
de Abelardo Luz, em Santa Catarina, o garoto Falcão mudou-se
aos dois anos de para Canoas, no Rio Grande do Sul, onde desde
pequeno já participava de peladas entre os amigos e começava
a demonstrar seu amor pelo futebol.
Filho do motorista Bento Falcão e da costureira Azize, teve
uma infância pobre. Aos 11 anos, para poder se deslocar de
ônibus até o campo de treinamento do Internacional - onde
começou desde pequeno - ele vendia garrafas vazias, a fim
de juntar o dinheiro da passagem. Já nas categorias de base,
Falcão mostrava toda a sua habilidade que o consagraria anos
mais tarde. O jogador foi convocado para integrar a seleção
brasileira que disputou os Jogos Olímpicos de 1972, em Munique,
na Alemanha.
Dois anos mais tarde, Falcão levaria o Inter a seu primeiro
título da Copa São Paulo de Juniores, ao bater a Ponte Preta
na final. Finalmente, aos 18 anos, Falcão foi profissionalizado
no Internacional pelo técnico Dino Sani.
A partir de então, não parou mais de conquistar títulos.
Ao todo, o meio-campista genial marcou 78 gols pelo time gaúcho,
em atuações memoráveis. Pelo Inter, Falcão conquistou os Campeonatos
Gaúchos de 1973, 74, 75, 76 e 78, numa época em que a torcida
colorada se deliciava com a supremacia do clube sobre o rival
Grêmio, que poucas chances tinha nos anos 70.
Com um time irresistível, que contava ainda com Paulo César
Carpegiani e Figueiroa, sob o comando de Rubens Minelli, o
Inter teve a melhor fase de sua história, quando conquistou
também os títulos brasileiros de 1975, 76 e 79. O último marcou
história, já que foi conquistado de forma invicta.
Falcão defendeu o Inter por 16 anos, conquistando ao todo
nove títulos importantes, e se tornando o principal jogador
do clube em todos os tempos.
O "Rei de Roma" - Suas incríveis atuações pelo Internacional
e pela seleção brasileira renderam a Falcão uma transferência
milionária para a Roma, da Itália. Numa época onde as cifras
ainda não eram assustadoras e quase irreais como hoje, a Roma
desembolsou US$ 1 milhão para ter o passe do jogador. Quando
chegou à capital italiana, em 1981, Falcão deparou-se
com um clima tenso. O clube não conquistava um título nacional
desde 1942 e a pressão da torcida era imensa. Mas Falcão não
se intimidou e tornou-se um dos maiores atletas na história
do clube.
Logo em sua primeira temporada na Roma, conquistou a Copa
da Itália. Dois anos depois, em 1984, viria a consagração,
com o título italiano. A euforia tomou conta dos torcedores,
que chegaram a denominá-lo de "o Rei de Roma". De quebra,
no mesmo ano de 1984, Falcão levou a Roma a mais uma conquista
da Copa da Itália, consagrando uma equipe que ficou na história
do clube. Conta-se que sua fama chegou a tal ponto que até
o Vaticano chegou a intervir para sua permanência no clube.
Um cardeal teria levado uma notícia ao Papa João Paulo II
dando conta de que Falcão estaria se transferindo para a Inter
de Milão. Com a intervenção de Sua Santidade, Falcão permaneceu
no clube.
Na seleção brasileira - Falcão sempre teve boas atuações
pela seleção brasileira. Convocado para as Copas do Mundo
de 1982 e 86, não teve o prazer de ser campeão mundial, mas
mesmo assim suas atuações na Espanha foram ótimas. Falcão
marcou três gols durante a Copa de 82, inclusive um contra
a Itália, empatando o jogo por 2 a 2, na fatídica partida
que eliminou o Brasil do campeonato.
Num grande time, com craques como Zico, Sócrates e Éder,
Falcão foi a peça principal da equipe montada por Telê Santana.
Volante inovador, que jogava de cabeça erguida, no melhor
modelo de Beckenbauer e Cruyff, Falcão foi a principal peça
daquele memorável time.
Na Copa de 1986, quando o Brasil ficou novamente pelo caminho,
eliminado pela França de Platini, nos pênaltis, Falcão - já
no final da carreira - não atuou muito, entrando durante as
partidas.
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