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Foto Reuters
O ídolo acaba com todas as suspeitas

Apesar de marcar 40 gols na temporada, o ano 2000 não foi exatamente bom para França. O artilheiro do Tricolor esteve ausente das principais partidas do clube (geralmente, devido às contusões), como as finais do Campeonato Paulista (contra o Santos, em que o São Paulo levou o título) e da Copa do Brasil (derrota para o Cruzeiro). A torcida não perdoou o atacante, que chegou a ser vaiado em jogos no Morumbi.

Boatos sobre negociações com clubes da Europa também abalaram o desempenho de França no São Paulo. Cada especulação enchia de esperança o jogador, que não escondia de ninguém o outro sonho de sua vida: defender uma grande equipe do Velho Continente. O problema é que, quando os boatos se perdiam nas especulações, França ficava triste e seu rendimento não era o mesmo.

As frustrações e os erros fizeram França amadurecer. Ele começou a temporada de 2001 disposto a marcar definitivamente seu nome na história do São Paulo. Conseguiu. Além de marcar gols como nunca (foram 68, até a despedida ao final da temporada), o atacante mostrou um diferencial em relação aos demais matadores brasileiros. Seu futebol solidário fez com que a torcida esquecesse os problemas do ano anterior e ovacionasse o atleta como nunca.

Curiosamente, quando menos esperava, França recebeu uma proposta oficial do Bayer Leverkusen e, após uma complicada negociação, assinou contrato com o clube alemão. A oportunidade surgiu num momento de desencanto no São Paulo, logo após a eliminação do Brasileirão para o Atlético/PR e à nova frustração quanto a novamente adiada ida à Libertadores. Um desafio e tanto na carreira do jovem matador, mas com um diferencial: agora, a experiência e os bons anos de bagagem já dariam a França a consciência das dificuldades de adaptação à nova etapa de sua vida.

Apesar de matador, poucos títulos

A performance indiscutível de França ao marcar gols não se observou na conquista de títulos. Apesar de participar de bons times no Morumbi, os títulos mais importantes da carreira de França foram dois Campeonatos Paulistas (1998 e 2000) e um Torneio Rio-São Paulo (2001, sua última taça no Morumbi).

Os 68 gols da última temporada serviram para amenizar a fúria de parte da torcida, que não se conformava com o fato de França se contundir em alguns momentos decisivos - como nas decisões do Paulistão e da Copa do Brasil de 2000. Na própria despedida do São Paulo do Brasileirão de 2001, o atacante não participou da derrota por 2 a 1 diante do Furacão, por estar lesionado.

Última atualização: 08/03/2004
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