| Foto: Jornal dos Sports |
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Craque das Massas
Após sua passagem avassaladora
pelo Corinthians, onde conquistou quase todos os títulos
que disputou e deixou apaixonada a Fiel torcida, Gamarra não
precisava mais provar que grandes massas não o intimidavam.
Além dos títulos, vinha o reconhecimento da
crítica e da torcida brasileira. Mas o craque quis
passar pela prova de fogo e aceitou o convite para jogar no
Flamengo, clube mais popular do mundo.
O rubro-negro o recebeu com todas
as honras merecidas. O time queria montar uma seleção
e não poupou esforços (nem dinheiro) para reforçar
o elenco. Foi uma grande briga com o rival Vasco, mas Gamarra
realmente preferiu defender o time da Gávea.
A equipe, carinhosamente chamada
de "SeleMengo" por causa da constelação
de jogadores famosos que possuía (Alex, Denílson,
Petkovic), foi um dos maiores fracassos da história
rubro-negra, quando fez uma campanha digna de Segunda Divisão.
Como o torneio era a famigerada Copa João Havelange,
que não deixou saudades nas torcidas pelo país,
o time foi esquecido.
No ano seguinte, Gamarra e o Flamengo
deram a "volta por cima". Conquistaram o Campeonato
Carioca em cima do maior rival, o Vasco, com um gol fabuloso
de Petkovic. Ninguém mais duvidava da capacidade do
paraguaio. Com a conquista da Copa dos Campeões, na
final contra o São Paulo, Gamarra marcava sua despedida
do futebol brasileiro, mais uma vez em grande estilo - o Mengão
retornava à Libertadores após nove anos.
Na Europa, finalmente conseguiu
atingir o sucesso de público e crítica atuando
na Grécia, pelo AEK. A passagem pelo futebol helênico
foi rentável, não apenas no aspecto financeiro,
mas também profissionalmente: Gamarra assinou finalmente
com um grande europeu, a Inter de Milão, onde atua
até hoje.
Mas o ano de 2002 também
reservou uma fracassada Copa do Mundo, quando o Paraguai atuou
sem brilho e voltou para casa debaixo de críticas gerais.
Gamarra, no entanto, continuava por cima, apesar da decadência
da seleção de seu país.
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