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As mulheres de Garrincha
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Dezenas de mulheres passaram pela
vida de Garrincha, mas para apenas uma ele disse eu
te amo: Elza Soares. Entretanto, quando ela entrou na
vida do craque já havia uma outra oficial, uma não-oficial
e inúmeras outras passatempo. Antes mesmo de ser
profissional, Garrincha teve de se amarrar com Nair Marques.
Ele conheceu a garota na América Fabril e vivia apertando-a
mais fortemente nos bailinhos do clube. Em um desses apertos,
Nair ficou grávida e o futuro craque não teve outro jeito:
no dia 20 de outubro de 1952 teve de casar. O que os dois
mais fizeram juntos foram filhas: oito (Tereza, Edenir, Marinete,
Juraciara, Denízia, Maria Cecília, Terezinha e Cintia). Na
mesma época em que namorava Nair, Garrincha também mantinha
um relacionamento amoroso com Iraci. Mas ao se casar, o ponta
prometeu que não a abandonaria. E cumpriu. Em fins de 1957,
Garrincha leva Iraci para morar no Rio e, cansado de voltar
a Pau Grande depois dos treinos, passava algumas noites com
ela. A segunda esposa teve dois filhos do ponta.
A primeira, Márcia, foi registrada por Garrincha apenas para
contrariar Nair.
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O segundo, um garoto chamado
Manoel Castilho, não recebeu o sobrenome do pai. Entretanto,
isso não era necessário. Alguns anos mais tarde, jogando no
Fluminense, não tinha quem não o identificasse como filho
de Garrincha. Mas os dois casamentos terminariam
definitivamente com o aparecimento de Elza. Garrincha conheceu
a Bossa Negra em novembro de 1961 por causa de
um concurso. O Jornal dos Sports lançou uma campanha
para eleger o jogador mais popular do Rio de Janeiro que ganharia
um carro zero. Mesmo arrebentando nos gramados, Garrincha
estava sendo superado pelo vascaíno Bellini nas votações (os
comerciantes portugueses estavam comprando milhares de jornais
para elegê-lo). Era preciso providenciar um cabo eleitoral
e o nome escolhido foi Elza Soares. Mesmo com a campanha,
Garrincha continuava em segundo, mas foi um bom motivo para
uni-los. No final, o entrosamento rendeu o título para Garrincha,
a Copa de 62 para o Brasil e muitas dores de cabeça para Elza.
Totalmente apaixonado, antes de embarcar para o Chile, Garrincha
diria para ela: Eu vou ganhar essa Copa para você.
Na volta da Copa, Garrincha não retornou mais para Pau Grande.
Abandonou Nair e foi viver com Elza.
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O advogado Dirceu Rodrigues Mendes
defenderia Nair no divórcio, colocaria o Rio de Janeiro inteiro
contra Garrincha e arrancaria todo o dinheiro do jogador até
os últimos dias de sua vida. O relacionamento com Elza Soares
foi recheado de sexo, viagens, tentativas de retorno ao seu
melhor futebol, ameaças por parte do Botafogo que não aceitava
seu relacionamento e muitos problemas com dinheiro. Elza e
Garrincha tinham uma facilidade incrível para ganhar e perder
dinheiro. Compraram várias casas e as perderam pagando dívidas.
Todo o dinheiro arrecadado no jogo da Gratidão (o jogo de
despedida de Garrincha realizado no dia 19 de dezembro de
1973), eles perderam. Elza teve um filho com Garrincha: Manuel
Garrincha dos Santos Júnior. Mas nem o bebê pôde mantê-los
juntos. No dia 30 de agosto de 1977, transtornado pela bebida,
Garrincha agridiu Elza e ela o abandonou. Essa não era a primeira
briga dos dois por causa do álcool, mas seria a última. Poucos
dias depois, Garrincha estaria morando com Vanderléa Vieira,
mãe de mais uma filha sua: Lívia. Entretanto, não foi só no
Brasil que Garrincha deixou descendentes. Em uma de suas excursões
com o Botafogo para a Europa, o ponta deixou uma sueca grávida.
Nove meses depois, em 1959, nasceria Ulf Lindberg que nunca
conheceria o pai.
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